
A Comissão Política do CDS PP Madeira reúne-se amanhã, quarta-feira, pelas 20.30 horas, na sede do partido. O objetivo é avaliar os resultados, mas também analisar o novo desenho pós eleitoral que confere ao partido um peso decisivo na futura governação regional, depois do PSD ter vencido sem maioria absoluta (21 deputados) e precisar dos centristas (3 deputados) para garantir a estabilidade parlamentar e, consequentemente, governativa.
Esta reunião surge num contexto em que se fala em contactos tendentes a uma futura coligação PSD/CDS e num momento em que Alberto João Jardim, em declarações à TSF Madeira, disse que Miguel Albuquerque devia conceder uma vice presidência do Governo ao CDS numa próxima aliança governamental, uma situação que no seio social democrata pode não cair bem atendendo ao poder estratégico que Pedro Calado tem no figurino do governo e que poderá não ser compaginável com uma figura equiparada, não de funções e de pelouros, mas de cargo.
Relativamente a Rui Barreto, o presidente da comissão política regional, que no último congresso deu poderes acrescidos à figura do presidente do partido, José Manuel Rodrigues, tem a missão de colocar em cima da mesa as pretensões do CDS, das quais diz não abdicar. Assuntos como Turismo, Economia e Saúde, só para falar dos mais visíveis, serão pontos de honra para Barreto. Não se sabe se através de uma vice presidência, se de uma secretaria, embora José Manuel Rodrigues já tenha vindo deixar claro que o CDS quer peso concreto na composição do governo.
No último congresso, na moção apresentada, o líder centrista pretendeu o que então denominou de “clarificação estatutária”, que “por um lado, mantenha os poderes do Presidente da Comisão Política Regional, mas reforce, ao mesmo tempo, os poderes do secretário geral no controle de meios, no controle financeiro e no relacionamento com os militantes, propondo novas atribuições na figura do presidente do partido, que terá poderes de representação institucional – semelhante ao que acontece no PS nacional – que presidirá ao Conselho Económico e Social e que coadjuvará a Comissão Política Regional na execução da estratégia política por esta definida, deixando claro que a Comissão Política Regional manterá exatamente as mesmas competências e atribuições atuais”
Na moção apresentada ao último congresso, Rui Barreto apontava então que “a Madeira precisa de uma terceira via, propondo alcançar esse objetivo através de uma estratégia coerente baseada nas nossas propostas e nas nossas bandeiras, falando com todos os restantes agentes e partidos políticos com a certeza, porém, de que iremos sozinhos aos próximos atos eleitorais, recusando coligações pré eleitorais e sendo coerentes na definição daqueles que deveremos combater poiticamente. Sem hesitações e sem mudanças de rota”
Falou que “os madeirenses decidirão qual o papel a atribuir ao nosso partido. Se decidirem premiar outras forças políticas, o CDS não irá para o poder a qualquer preço. Só avançará para um cenário de coligação pós eleiotral se houver a garantia de que serão respeitadas as suas propostas e as suas ideias”.
Os madeirenses já decidiram e a coligação está à vista. Aparentemente pacífica, mas com a tensão normal do muito que está em jogo e das tendências internas que o líder deverá ter necessidade de gerir para se sentar tranquilamente com Miguel Albuquerque.
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