“Aliança” propõe “Plano Regional da Erradicação de Pobreza e Exclusão Social”

O “Aliança” considerou ontem que a Madeira é, hoje, uma das regiões mais desiguais do país. Segundo o partido, 81000 pessoas estão em risco de pobreza e exclusão social, e hoje tantos e tantos comem o que o estado assistencialista lhes dá, enquanto muitos outros vivem na solidão e optam entre a medicação ou a comida.

“Nós acreditamos que uma gestão competente da receita pública, com redução das mordomias, podemos reduzir as desigualdades através da criação de emprego”, dizem os candidatos do “Aliança”, pelo que afirmam ser fundamental elaborar um Plano Regional de Erradicação da Pobreza e Exclusão Social, que deve assentar em cinco pilares: garantia de igualdade de direitos – combater a violência de género e o assédio moral no local de trabalho; promoção de maior justiça social – acesso aos cuidados de saúde (pré-natais – primários – continuados e paliativos) e de educação de excelência (desde a creche ao ensino universitário); redução da desigualdade na distribuição dos rendimentos e da riqueza – respeito pela legislação laboral, igualdade salarial, complemento solidário de idosos até ao valor do salário mínimo regional; reforço das qualificações, para que todos tenham iguais oportunidades – combater o abandono escolar, promover o sucesso escolar e recuperar o défice educativo e de qualificações nas gerações adultas; fim da discriminação dos cidadãos idosos e ou portadores de deficiência no acesso a transportes, ruas e serviços, pois são múltiplas as barreiras arquitectónicas.

Ontem, a comitiva do partido Aliança percorreu as ruas do Funchal a pé e de autocarro, onde apresentaram o seu programa “tempo de esperança” para o combate às desigualdades. Em Câmara de lobos passaram pela Baía e pelos bairros da Nova Cidade e Palmeira.

A comitiva almoçou simbolicamente na Escola de Hotelaria para reforçar a importância que o programa do partido dá à vertente da formação e da requalificação para gerar empregos qualificados e bem pagos.

Da parte da tarde, dirigiram-se ao Laranjal, onde verificaram que nas zonas altas de Santo António ainda existe muito para fazer no que diz respeito à recuperação de casas, estabilização de encostas e ouviram queixas dos moradores sobre a falta de apoios a algumas famílias afectadas pela intempérie.

De seguida a comitiva passou pela azinhaga da Bugiaria, freguesia de São Roque, sítio onde ainda não chegou a iluminação ao caminho, e onde as populações vivem dia à dia com a insegurança, refere um comunicado.