Paulino Ascenção considera que o concurso para o “ferry” foi “feito à medida”

Paulino Ascenção 28 de agostoA candidatura do BE às eleições de 22 de setemb realizou hoje uma acção de campanha no Porto do Funchal, junto ao navio da Naviera Armas que faz a ligação Canárias/Madeira/Continente. Foi ali que Paulino Ascenção, o cabeça de lista da candidatura, considerou que “todos os concursos realizados para a concessão da linha, foram uma farsa, com condições que afastariam quaisquer armadores interessados; o que veio a acontecer”.

O líder do BE diz que “o concurso foi feito à medida do grupo Sousa, condicionando a carga rodada, e com discrepâncias abismais nas tarifas de Portimão para a Madeira (ex:transporte de um veículo com um custo 7 vezes superior ao trajecto Funchal/Portimão) para manter o negócio dos “Contentores” do grupo Sousa.

Paulino Ascenção diz que se criou “propositadamente uma propaganda insistente da inviabilidade da operação, da pouca procura, com o único intuito de justificar a inviabilidade da operação. O que é uma farsa, pois esta operação tem todas as condições para ser rentável. Desde tripulações reduzidas, deficientes condições de higiene e de alimentação fornecida a bordo, com um objectivo evidente de desincentivar o uso do ferry, criar uma má experiência aos passageiros”.

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Acusa também o CDS de estar “armado em porta-voz do grupo Sousa, a anunciar os prejuízos, como se fosse um benemérito”, referindo ainda que se criam “manobras de diversão, dizendo que Lisboa deve pagar; que a cidade de Lisboa deve ser o porto de destino em vez do Algarve; Desviam-se as atenções para que não se veja que isto tudo se trata de uma manobra para proteger o monopólio do Grupo Sousa, que castiga todos os madeirenses”.