A candidatura do BE às eleições de 22 de setemb realizou hoje uma acção de campanha no Porto do Funchal, junto ao navio da Naviera Armas que faz a ligação Canárias/Madeira/Continente. Foi ali que Paulino Ascenção, o cabeça de lista da candidatura, considerou que “todos os concursos realizados para a concessão da linha, foram uma farsa, com condições que afastariam quaisquer armadores interessados; o que veio a acontecer”.
O líder do BE diz que “o concurso foi feito à medida do grupo Sousa, condicionando a carga rodada, e com discrepâncias abismais nas tarifas de Portimão para a Madeira (ex:transporte de um veículo com um custo 7 vezes superior ao trajecto Funchal/Portimão) para manter o negócio dos “Contentores” do grupo Sousa.
Paulino Ascenção diz que se criou “propositadamente uma propaganda insistente da inviabilidade da operação, da pouca procura, com o único intuito de justificar a inviabilidade da operação. O que é uma farsa, pois esta operação tem todas as condições para ser rentável. Desde tripulações reduzidas, deficientes condições de higiene e de alimentação fornecida a bordo, com um objectivo evidente de desincentivar o uso do ferry, criar uma má experiência aos passageiros”.

Acusa também o CDS de estar “armado em porta-voz do grupo Sousa, a anunciar os prejuízos, como se fosse um benemérito”, referindo ainda que se criam “manobras de diversão, dizendo que Lisboa deve pagar; que a cidade de Lisboa deve ser o porto de destino em vez do Algarve; Desviam-se as atenções para que não se veja que isto tudo se trata de uma manobra para proteger o monopólio do Grupo Sousa, que castiga todos os madeirenses”.
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