Em mês de forte canícula, há terrenos e casas fechadas com vegetação de alto risco no Funchal a exigir limpeza

Em período de forte canícula, situações como estas tornam-se mais evidentes, pelo perigo que representam, em caso de incêndio. A conhecida escritora madeirense Ana Teresa Pereira alertou para esta situação, publicando imagens da mesma na sua página na rede social Facebook: nas proximidades do novo edifício da Junta de Freguesia do Imaculado Coração de Maria (o edifício amarelo que se vê nas imagens) situa-se um amplo matagal a exigir rápida limpeza. A vegetação pode facilmente incendiar-se e colocar em risco bens e vidas humanas dos residentes nas redondezas. Comentando o “post” de Ana Teresa Pereira, foi isso mesmo que constatou o geógrafo e ambientalista Raimundo Quintal: “O que a fotografia mostra é muito grave. Com as condições atmosféricas actuais estão criadas as condições para um incêndio no matagal, que poderá pôr em risco vidas humanas”, considerou.

A situação, diz Ana Teresa Pereira, está à vista de todos, no terreno abaixo da Junta, vendo-se facilmente da estrada. Por isso, a contista e romancista alerta para a urgência de efectuar uma rápida limpeza naquela zona.

Infelizmente, esta situação não é caso único. Mesmo no centro do Funchal, numa antiga residência hoje desocupada, situada no fim da Rua da Fábrica, uma transversal à Rua do Carmo, a vegetação cresce livremente invadindo já os quintais da vizinhança, constituída por prédios antigos e casas com quase um século de existência. O perigo que estes descontrolos representam no seio de zonas antigas da urbe funchalense é notório, pelo que aqui se deixa também o alerta. O FN permite-se não só chamar a atenção para estas duas situações específicas, mas para quaisquer outras que lhes sejam similares: recordem, por favor, o que aconteceu não há muito tempo com incêndios de má memória no Funchal. À atenção de quem de direito.