
“Este é um tema no qual o Estado não se deve imiscuir”. Esta foi a resposta do primeiro ministro António Costa, em entrevista à Visão, quando foi questionado sobre se o Governo deveria dar ou não apoios à comunicação social, um financiamento público face à crise do setor.
Segundo expressa a Visão, Costa considerou que “uma iniciativa do Governo e um financiamento público da comunicação social em nada contribuiriam para a maior liberdade da comunicação social. Acho que esse é um tema de reflexão que devem começar os próprios média por fazer. Os órgãos de comunicação social devem fazer uma “reflexão consigo próprios, e saber porque têm ou não têm clientes”.
O primeiro ministro reconheceu que “aintervenção que o Estado tem no setor da comunicação social é, felizmente, hoje muito limitada através da sua participação na Lusa e através do sistema público de rádio e televisão”.
Recorde-se que, na Madeira, o Governo Regional adotou um sistema de apoio á comunicação social, o MEDIARAM, que se adaptou à existência de dois jornais, o Diário e o sucessor do Jornal da Madeira, hoje chamado JM, saído de um processo de privatização dirigido pelo Executivo de Albuquerque, que além do apoio institucional, que se encaixa nos jornais a papel, precisamente com o argumento de um setor em crise, tem um envolvimento através de publicidade dos diversos departamentos.
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