Governo de Paulo Cafôfo terá direção regional para a Igualdade

Cafôfo iniciativa 29 de junhoPaulo Cafôfo, o candidato do Partido Socialista a presidente do Governo Regional anunciou, hoje, que tem a intenção de criar dentro da orgânica de um Executivo por si liderado uma pasta para a Igualdade, concretamente uma direção regional. Paulo Cafôfo falava esta manhã, aquando de um workshop sobre “Planos Municipais para a Igualdade”, promovido pelas Mulheres Socialistas.

O candidato considerou que “quando se fala em igualdade, temos de falar em violência, em discriminação, em medos, sendo que «é preciso romper silêncios e desconstruir preconceitos”. Paulo Cafôfo lembrou aquilo que foi feito no Funchal em termos de políticas para a igualdade, dando o exemplo do Plano Municipal de Igualdade, o Conselho Municipal, o Prémio Maria Aurora e o Dia Municipal para a igualdade, mas considerou que há que olhar para esta questão numa perspetiva regional. «É minha intenção criar, dentro da orgânica do Governo, uma pasta para a Igualdade. Isto é essencial, porque é preciso uma estrutura para liderar as políticas de igualdade», adiantou.

Lembrou também a questão dos portugueses que regressam da Venezuela, que nem sempre são tratados da mesma forma ou com a igualdade, a dignidade e a consideração que merecem. «Aqui também há um trabalho a fazer nesta questão das minorias, da intolerância que por vezes acontece».

18 mulheres assassinadas este ano em Portugal

A presidente das Mulheres Socialistas – Igualdade e Direitos (MS-ID) mostrou a sua preocupação em relação ao fenómeno da violência doméstica, que considerou ser «uma chaga». Elza Pais deu conta que já morreram assassinadas este ano no nosso país 18 mulheres em contexto de violência doméstica. «É um conjunto de crianças que ficam órfãs de mãe e os pais vão para as cadeias», constatou, considerando que o ideal é prevenir para que estas situações não aconteçam.

Regionais 2019

Já a presidente do Departamento Regional de Mulheres Socialistas afirmou que se a discriminação em função do género é cultural, «então cabe-nos a nós agir sobre a sociedade, de forma a criar mecanismos que possam reverter essa discriminação».

Segundo Mafalda Gonçalves, os planos municipais para a igualdade são instrumentos fundamentais para se iniciar o processo de mudança que é necessário. «É uma ferramenta potenciadora e criadora de igualdade na sociedade», afirmou, acrescentando que o poder autárquico, pela sua natureza de proximidade aos cidadãos, tem uma responsabilidade acrescida nesta mudança que se pretende fazer na sociedade. «É por isso que os planos devem ser usados em todos os municípios, devem congregar as forças vivas do concelho, num esforço conjunto com um objetivo comum, que é tentarmos erradicar, pelo menos na parte das políticas, todas as discriminações em função do género e promover a igualdade», frisou Mafalda Gonçalves.

O workshop teve como formadora Margarida Queirós, professora do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Lisboa, que explicou que os planos municipais para a igualdade «pretendem estruturar, ao nível local, ao nível da vida quotidiana, na maior proximidade com as pessoas, quadros de vida que tentem pelo menos eliminar ou esbater desigualdades».

De acordo com uma comunicação do PS, refere-se que o presidente socialista madeirense enalteceu esta iniciativa das Mulheres Socialistas, considerando que este é mais um contributo do PS, não apenas para os militantes e simpatizantes, mas também para a população em geral. «São contributos ainda mais importantes por se tratarem da criação de mecanismos para serem usados pelo poder autárquico em prol da igualdade», vincou Emanuel Câmara.


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