Saúde é prioridade de Paulo Cafôfo que vai lançar concurso para ferry anual por 12 milhões de euros nos primeiros 100 dias de Governo

Fotos Rui Marote.

O cabeça de lista do PS-Madeira às Legislativas Regionais de 22 de Setembro, Paulo Cafôfo apresentou hoje a sua candidatura, nos Jardins do Lido.
“Não vim para fazer igual, vim para fazer diferente”, começou por apresentar-se Paulo Cafôfo.

Depois explicou porque renunciou ao mandato na Câmara do Funchal em vez de o suspender: “Não sou meio homem, não sou de ter um pé num lado e outro noutro”, disse.

Rodeado de familiares próximos, Paulo Cafôfo disse que o que o move não são interesses pessoais nem está na corrida contra o PSD ou o atual governo. Está contra, isso sim, o desemprego, a pobreza, a exclusão as políticas quue levam os madeirense a sair da sua terra por aqui não terem alternativa. “Não marginalizamos nem perseguimos ninguém”, disse.

Depois enunciou os seus propósitos para a Região. O que pretende é uma “Autonomia de resultados… não de mão estendida para Lisboa”.
“Estamos fartos de compadrios e clientelismos”, acrescentou.

No arranque desta caminhada, apontou a saúde como a maior prioridade do seu futuro governo. Para isso conta com um envelope financeiro de 75 milhões de euros para recuperar as lista de espera.
Para isso, conta desmantelar o Hospital dos Marmeleiros e encontrar um Hospital novo enquanto o novo Hospital não for construído. Para isso, conta contratar 100 médicos de família e enfermeiros.

Na área económica, quer olhar para a economia azul, criar 5 mil postos de trabalho em 4 anos, diversificar a economia, aumentar as verbas para a promoção turística.

Ficou, desde já, a promessa: Nos primeiros 100 dias de um governo de Cafôfo será lançado um concurso público internacional, por 12 milhões de euros, para uma ligação ferry anual entre a Madeira e o continente.
Para a área da Educação, depois de dizer que não há igualdade no sucesso escolar, prometeu que um Governo por si liderado conferirá gratuitidade nos transportrs, manuais escolares e alimentação nas escolas.

Paulo Cafôfo piscou o olho à causa animal, à igualdade de género e ao combate à violência doméstica. Atacou as políticas assistencialistas da atual governação.

“Os agricultores não devem ser destratados com a entrega de um cheque… As políticas sociais não são asssitencialistas”, revelou.
A sua candidatura assume o propósito de resolver o problema da habitação social até que a Autonomia faça 50 anos.

Depois é preciso quebrar as assimetrias regionais. “O norte tem de ter gente, emprego, qualidade de vida”.
Outras intervenções
Na cerimónia de apresentação da candidatura usaram da palavra Luísa Paollineli, António Pedro Freitas, Carina Pestana, Ricardo Cabral e Dina Gomes.