Leopoldo López com família na embaixada do Chile, ministro da Defesa avisa para possibilidade de derramamento de sangue na Venezuela

A Venezuela continua a viver uma tensão nas ruas e muita incerteza quanto ao futuro. Foto El Universal
Momento em que um carro militar avançou contra os manifestantes, em Caracas.

Forças leais a Maduro e manifestantes confrontaram-se perto da base aérea de La Carlota, onde nesta manhã de terça-feira saíu em liberdade Leopoldo López, o opositor que se encontrava em prisão domiciliária por ter sido condenado a 14 anos. A Venezuela está a “ferro e fogo” com a operação liberdade levada a efeito por Juan Gaidó, o presidente do Parlamento que desafiou Maduro a renunciar e a permitir eleições naaquele país.

As notícias surgem nos jornais venezuelanos El Diário de Caracas, Últimas Notícias e El Universal, entre outros, onde é referido, também, que o embaixador chileno naquele país informou, através do Twitter, que Leopoldo Lópes e a sua família entraram na embaixada em Caracas. “Lilian Tintori e ua filha entraran primeiro e depois veio Leopoldo Lópes. O Chile reafirma o compromisso com os democratas venezuelanos”, escreve Roberto Ampuero.

Entretanto, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lópes, afirmou que os efetivos da guarda que intentataram o golpe desta manhã foram enganados e muitos retiraram-se voluntariamente”. O governante exigiu que “a oposição abandone a intenção de golpe de Estado e deixe de chamar gente para as ruas porque pode haver um derramamento de sangue”.

Outras informações dão conta de dezenas de feridos durante os confrontos de hoje, mas os números são aproximados, o mesmo acontecendo com a real dimensão da forma como está a decorrer a operação liberdade.