Sabia que houve um engenheiro madeirense ligado à construção do Metro de Lisboa e do Cristo Rei?

Engenheiro Brazão Farinha trabalhou durante 41 anos para o Metro de Lisboa.

Se fosse vivo fazia este mês 100 anos. Fazia-o a 12 de Abril.

Falamos do Engenheiro Brazão Farinha, figura incontornável da história do Metropolitano de Lisboa.

José Sidónio BRAZÃO FARINHA era natural da Freguesia da Calheta.

Entre 1950 e 1959 esteve associado à construção do Cristo Rei.

Nasceu a 12-04-1919 e faleceu em 2002.

Foi uma figura ligada ao Metropolitano de Lisboa, dedicada aos estudos sobre o subsolo lisboeta e autor de vasta obra que constitui um valioso referencial histórico, cultura e técnico da implementação do Metro, na Cidade de Lisboa.

Entre 1950-1959 esteve também associado a uma fase de construção do monumento ao Cristo Rei, em Almada (o responsável das estruturas).

Um livro de que é co-autor.

Formado em 1944, no Instituto Superior Técnico e desde logo iniciou a sua actividade na direcção Geral dos Serviços Hidráulicos (1944 a 1949), em trabalhos de pesquisa de tratamento de água e saneamento e colaborou no Centro de Estudos da Profabril, nomeadamente, na instalação da Tabaqueira, em Albarraque e da Petroquímica em Lisboa.

Casado com Maria Gertrudes Ribeiro de Castro Brazão Farinha, Sidónio Brazão Farinha desempenhou funções durante 41 anos, no Metropolitano de Lisboa, onde esteve intimamente ligado ao seu arranque e à instalação dos primeiros 19,5 Km de extensão das linhas.

Além disso foi Professor no ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa), onde colaborou na fundação do Centro de Estudos de Engenharia Civil.

A rua com o seu nome na zona de Benfica.

Foi ainda Presidente da Junta Directiva do Grupo “Amigos de Lisboa” e, nessa qualidade, por um breve período integrou a Comissão Municipal de Toponímia no ano de 1997.

Aliás, o seu nome faz parte da Toponímia de Lisboa. Na freguesia de Benfica, a ex-Rua E à Rua Vasco Botelho do Amaral adotou o nome Rua Brazão Farinha.

Enquanto académico, deixou vasta obra entre elas as famosas “tabelas técnicas”, ainda hoje utilizados no cálculo de estruturas de betão.