Rafael Macedo divulga documento assinado por Eugénio Mendonça e felicita “todos os profissionais de Saúde do internamento” na sequência do acidente com o autocarro

“Parabéns à emergência pré-hospitalar e intra-hospitalar. Parabéns a todos os profissionais de Saúde do internamento. Quando digo que poderíamos fazer melhor, refiro-me ao espaço, aos equipamentos, à formação intensiva, às carreiras, às avaliações transparentes por isso mais justas,… Boa semana para todos vós. Peço desculpa qualquer mal entendido”. Foi assim que o médico Rafael Macedo, que tem estado no centro do debate à volta da unidade de Medicina Nuclear, ao fazer denuncias de subaproveitamento do serviço, no setor público, tendo em vista um eventual favorecimento do privado, reagiu ao acidente com o autocarro de turismo, no Caniço, e ao socorro prestado.

Na sua página pessoal da rede social Facebook, o médico, que se encontra suspenso de funções pelo SESARAM, publicou vários documentos que afirma comprovarem a sua formação contínua, que foi posta em causa no Parlamento durante as audições no âmbito da comissão de inquérito ao funcionamento da unidade.

Um outro documento remonta a 25 de maio de 2015 e é assinado pelo então diretor clínico, o médico Eugénio Mendonça, sobre o ponto da situação da Medicina Nuclear. Diz aquele responsável, numa carta enviada a Rafael Macedo que “mais uma vez aproveito para expressar de um modo claro e verdadeiro, a minha posição de diretor clínico face à sua dedicação e empenho nesta área tão específica quanto importante na Medicina Moderna…Também sabe que que dou diretor clínico desde 1 de setembro de 2015 e a minha estratégica clínica é permitir que o acesso quantitativo e qualitativo dos madeirenses e visitantes seja seguro e eficaz de acordo com o estado da arte atual”.

Eugénio Mendonça refere que “a Medicina Nuclear é, para mim, um mundo novo no que diz respeito à maioria das questões diagnosticadas e terapêuticas, mantendo contudo uma visão responsável por aquilo que pode ser útil e eficaz para determinadas áreas nosológicas…Todavia, todas, e repito todas as questões lançadas pelo colega Rafaeal Macedo neste documento, são de caráter fundamentalmente administrativo e de gestão económico-política”.

Aponta ainda o diretor clínico da altura que “perante a exiguidade franca que nos assalta diariamente e com cortes económicos e financeiros frios e distantes de uma real governaça clínica, resta-me adiantar que as suas reivindicações têm, forçosamente, de serem esclarecidas a nível de macro-económica e da decisão da própria política de saúde”.

Eugénio Mendonça escreveu que “seria óbvio se quem mandou “avançar” e “construir” o projeto estivesse hoje nesta minha posição, teria que responder com clareza e com decisão eloquente…Cabe-me a mim continuar “apanhando” de todos os lados”.

Este documento, divulgado por Rafael Macedo, recentemente, é acompanhado por um comentário pelo médico suspenso da Medicina Nuclear. Macedo acentua que “afinal o problema era “extraterrestre”… Uma causa economico-politica, etc. Não se sabe o que é…Isto calará todos os que mentiram na Comissão Parlamentar de Inquérito, que são quase todos. Enfim…”.