A Hemofilia já permite levar uma vida normal, relevou Pedro Ramos no Dia Mundial

O secretário regional da Saúde assinalou hoje, no Santo da Serra, no Parque Ribeira Primeira, o Dia Mundial da Hemofilia, uma iniciativa do Serviço de Sangue e de Medicina Transfusional do SESARAM, considerando na oportunidade que nos dias de hoje “a hemofilia já permite levar uma vida normal, além de que as crianças podem fazer alguns desportos, não todos como é óbvio, mas pelo menos alguns, sobretudo aqueles que não envolvem contacto”.

Pedro Ramos relevou o papel dos profissionais de saúde, em matéria de acompanhamento destes doentes, mas também apontou a ação preponderante das famílias, permitindo, no caso das crianças, a vivência de um dia a dia normal”.

Como refere uma nota da secretaria sobre esta iniciativa, “a hemofilia é uma doença crónica e uma deficiência orgânica congénita no processo da coagulação do sangue. É uma doença hereditária, transmitida pelas mulheres, que surge quase exclusivamente nos indivíduos do sexo masculino e caracteriza-se pela ausência ou acentuada carência de um dos fatores da coagulação. O organismo do doente com hemofilia não produz uma das treze proteínas do sangue responsáveis pelo processo de controlo de hemorragias, denominados fatores de coagulação, resultando assim numa ausência ou carência acentuada dos mesmos. Por este motivo, a coagulação é mais lenta ou inexistente, provocando hemorragias frequentes, especialmente a nível articular e muscular”.

Estes fatores agem de forma sincronizada no controlo de uma hemorragia e, na falta de algum deles, o processo de cicatrização não se concretiza normalmente.

No SESARAM existem alguns doentes hemofílicos, crianças e adultos, que são acompanhados por uma equipa multidisciplinar, constituída por médicos, enfermeiros e psicólogos.

 


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