SESARAM aponta dados: mais de metade de doentes de cancro na RAM sobrevive ao fim de cinco anos

De acordo com uma informação do SESARAM, decorreu na manhã de hoje, na Sala de Conferências do Hospital Dr. Nélio Mendonça, a 1ª Reunião Anual do Registo Oncológico da RAM, organizada pelo Registo Oncológico da RAM, coordenado pela médica oncologista, Carolina Camacho. Realizou-se um “Fórum de discussão dos dados epidemiológicos do Registo Oncológico da RAM”, a “Apresentação das principais áreas de patologia” e a “Publicação do relatório de dados 2017”.

No relatório, disponível no Portal do SESARAM, é possível constatar que a sobrevivência global aos 5 anos na RAM é de 55,7%. Das patologias avaliadas identificam-se também áreas de patologia com piores resultados de sobrevivência dada a agressividade do tumor e o diagnóstico mais tardio, como a área do cancro do pulmão, do cérebro e da cabeça e pescoço; e, por outro lado, áreas de patologia com melhores resultados de sobrevivência como o cancro da mama e da próstata.

Em 2017, foram identificados na RAM 1339 novos casos de doenças oncológicas. Destes, 1086 casos corresponderam a tumores malignos que foram incluídos na análise estatística principal, excluindo-se os carcinomas da pele tipo basocelular, espinocelular, não especificados e outros, de modo a ser possível a comparação com outros dados estatísticos nacionais e internacionais.

A taxa de incidência bruta de cancro na RAM foi de 426,5/100.000 habitantes. Relativamente ao território nacional (1), verifica-se uma taxa de incidência padronizada para a população europeia globalmente sobreponível (RAM: 328; Portugal: 328,4/100.000) para ambos os sexos, sendo ligeiramente superior para o sexo masculino (RAM: 420,1; Portugal: 395,4).

Os cancros mais frequentes na RAM em 2017 foram o cancro da mama (156), da próstata (141), do cólon e do recto (133), do pulmão (108) e da cabeça e pescoço (72/cavidade oral, faringe, vias aéreas superiores).

Comparando os dados da RAM de 2017 com os dados oncológicos disponíveis para o território nacional (1), verifica-se uma maior taxa de incidência (padronizada para a população europeia), para ambos os sexos, relativamente aos tumores malignos do fígado e das vias biliares. O sexo masculino apresenta maior taxa de incidência padronizada para os tumores malignos da cabeça e pescoço e do pulmão, sendo ligeiramente superior nos casos do cancro da próstata e dos tumores cerebrais. No sexo feminino, verifica-se maior taxa de incidência padronizada para o cancro do pâncreas, do corpo do útero, do ovário e para o linfoma não Hodgkin.

Por outro lado, na RAM, as taxas de incidências padronizadas são inferiores nos casos de cancro do cólon, do rim e da tiróide (ambos os sexos); do testículo, da bexiga e de mieloma múltiplo (sexo masculino); e de cancro do estômago (sexo feminino).

A média de idade do total de casos registados foi de 66 anos, sendo o grupo etário mais afectado o dos 70-75 anos. A mediana de idades do sexo feminino foi ligeiramente inferior ao sexo masculino (65 vs 67 anos, respectivamente).

A taxa de mortalidade relativa ao ano de 2017 é apresentada e publicada pelo INE no seu sítio oficial e documenta uma taxa padronizada de 153,8 óbitos por tumores malignos por cada 100.000 habitantes.

Salienta-se a necessidade de continuar a investir no rastreio da doença oncológica ou na sua detecção precoce de modo a melhorar a sobrevivência oncológica. Por outro lado, associam-se as novas terapêuticas oncológicas que têm vindo a melhorar os resultados dos doentes com cancro mesmo em fases avançadas da doença.

 


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