O Parlamento Europeu votou ontem a 11ª resolução sobre a situação de emergência na Venezuela, onde insta à imposição de sanções adicionais para o regime de Maduro. A juntar às sanções actualmente em vigor, desde Novembro de 2018, o Parlamento pretende que os Estados-Membros aprovem sanções visando os bens ilegítimos detidos pelas autoridades estatais no estrangeiro e as pessoas responsáveis pelas violações dos direitos humanos e pela repressão, bem como dos seus familiares mais próximos e ainda congelar os seus bens e vistos, informa uma nota à comunicação social.
Para a deputada Cláudia Monteiro de Aguiar, subscritora desta resolução, “este pedido do Parlamento é mais uma forma de pressionar o regime de ilegal de Maduro e os responsáveis que apoiam este Governo” lamentando “que o Governo Socialista Português mantenha uma postura passiva junto dos seus pares em Bruxelas, não tomando a dianteira ao colocar o tema das sanções na agenda dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da União.”
A esquerda Portuguesa, a os deputados da CDU e a Deputada do Bloco de Esquerda, parte da coligação, uma vez mais “votaram contra a democracia e os direitos humanos, colocando-se ao lado do regime ditatorial de Maduro” afirmou a deputada.
Cláudia Monteiro de Aguiar sublinhou ainda que o documento aprovado “apela ao reconhecimento dos embaixadores nomeados pelo presidente interino legítimo, Juan Guaidó, “lamentando “a posição do ministro Santos Silva ao não reconhecer o embaixador José Rafael Cotte.” A deputada relembra ainda que Portugal se colocou de parte na promessa de ajuda no valor de 16 milhões de euros dos embaixadores de Espanha, França, Alemanha, Itália e Reino Unido na Venezuela, para medicamentos e alimentos.
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