
“Nada me move contra o Dr. Rafael Macedo. Do ponto de vista profissional, acho que foi especialmente triste, prejudica as relações entre a classe médica, não resolve nada, lança confusão e sentimos isso no contacto do dia a dia. Não estou cá na Região, mas os meus colegas dizem-me que o contacto dos doentes, esta área ficou prejudicada”, disse há pouco, na Assembleia Regional, o responsável pela Medicina Nuclear do grupo Joaquim Chaves Saúde, no Funchal e em Lisboa, no âmbito da audição na comissão parlamentar de inquérito ao funcionamento da unidade de Medicina Nuclear do SESARAM.
Sobre a motivação do médico Rafael Macedo, Luís Oliveira diz “tratar-se de uma opinião, mas o que aconteceu agora é parecido com aquilo que aconteceu há quatro anos. Em ambas as ocasiões, existiam eleições e penso que a motivação seja política, é a minha opinião. O Dr. Rafael talvez tenha a intenção, não de fazer uma carreira médica, mas sim uma carreira política”.
Luís Oliveira disse que Rafael Macedo não fez parte da equipa da equipa do grupo Joaquim Chaves Saúde porque veio a ser instalada a unidade no SESARAM, sendo que relativamente ao atraso de 8 meses na feitura de um relatório, por parte da Quadrantes, também uma acusação do Dr. Rafael Macedo, o responsável do grupo empresarial privado diz que teria de verificar o caso em concreto.
Este responsável acaba, também, de desmentir a existência de qualquer favorecimento do grupo, referindo que a partir do momento da criação da unidade de Medicina Nuclear do SESARA, o grupo Joaquim Chaves Saúde apenas faz o que é solicitado pelo Serviço de Saúde.
Sobre o facto da Quadrantes ter operado, durante algum tempo, sem a respetiva certificação por parte da Direção Geral de Saúde, Luís Oliveira esclarece que o “motor” da Joaquim Chaves Saúde na Madeira é a Radioncologia. “Depois disso, achámos que seria interessante juntar uma vertente de Medicina Nuclear, a partir do momento em que foi avançado o interesse por parte das entidades regionais. Houve um período de planeamento, o edifício estava em construção, tinha um programa estabelecido e decidi fazer uma alteração que não estava prevista, para a instalação da Medicina Nuclear, sendo que alertei para o facto de a unidade não poder contemplar a valência terapêutica de internamento, que envolveria uma estrutura pesada e grande envolvimento financeiro. A instalação que se encontra no Hospital Dr. Nélio Mendonça é a mais complexa e talvez por isso demorou tanto tempo a licenciar. A de Santa Rita seria menos pesada, nesse ponto de vista, com um licenciamento mais simples. O processo decorreu célere até 2009, num primeiro momento temos uma licença provisória, pela DGS e um segundo documento pelo IASAÚDE, que é mais taxativo, que podemos começar. O da DGS é um documento que, à data, permite o início de tarefas com indicação de que o licenciamento está em curso. Era uma licença provisória, de facto, alterando para temporária. Só em 2011 é que temos uma circular alertando que a postura da DGS seria diferente, apontando que as licenças temporárias deixariam permitir os exames. A decisão foi a de que continuaríamos a trabalhar, primeiro porque havia um serviço a prestar e depois, tinhamos um documento das entidades regionais. E tinhamos a noção que esta situação com a DGS seria muito demorada. Foi em 2015 que recebemos as licenças definitivas”.
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