Cláudia Aguiar acusa Ana Gomes de atacar a Madeira através do CINM

Uma nota do gabinete da eurodeputada social democrata Cláudia Monteiro de Aguiar, revela que “durante a votação em plenário que decorreu, nesta terça-feira, a propósito do relatório referente aos crimes financeiros e à evasão fiscal, «a representação do Partido Socialista na Europa demonstrou estar contra Portugal e, em particular, contra o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM)», lamentando o comportamento de Ana Gomes.

«O comportamento de Ana Gomes tem sido, de facto, coerente com o seu posicionamento, ao longo de todo o mandato», sublinha Cláudia Monteiro de Aguiar, lamentando que o objetivo, por detrás de tantas declarações e, inclusive, daquelas que foram, hoje, novamente prestadas à comunicação social, seja «o de pôr fim ao Centro Internacional de Negócios, na base de uma campanha de difamação sem precedentes que recorre a argumentos e justificações desproporcionais, nomeadamente a da comparação deste Centro Internacional a praças financeiras como a de Luxemburgo e Malta».

Atacar o CINM «é atacar a imagem da Madeira, é criar a incerteza nas empresas já sediadas neste Centro – que são responsáveis por cerca de 3.500 postos de trabalho, diretos e indiretos – e é, sobretudo, impedir que novas empresas venham a instalar-se entre nós», prossegue a eurodeputada madeirense, acrescentando que ainda mais difícil é entender este ataque deliberado quando as receitas fiscais geradas, na ordem dos 122 milhões de euros, acabam por financiar serviços públicos prestados à população, entre os quais os importantes investimentos na área da saúde dos madeirenses.

Criticando fortemente a falta de visão do PS nesta matéria – postura que, em última instância, também prejudica a imagem de Portugal – Cláudia Monteiro de Aguiar reforça que a defesa do CINM torna-se estratégica e ainda mais relevante no caso de uma Região como a nossa, insular e ultraperiférica, «que diariamente lida e precisa de ultrapassar desafios estruturais e necessariamente distintos dos que outros Estados Membros, com regimes preferenciais, enfrentam».