Rafael Macedo diz ser “grave” anulação de exames na Medicina Nuclear e denuncia que “continua o assédio moral”

Rafael Macedo reage à anulação de exames na Medicina Nuclear

“A minha administrativa recebeu instruções ontem para anular exames e consequentes cirurgias que deveriam ser realizadas hoje e amanhã, sem qualquer razão aparente, além de não ter ordens superiores para informar-me, por escrito, sobre essa anulação de procedimentos na Medicina Nuclear importantíssimos e urgentes para esses doentes”. Esta declaração é do médico Rafael Macedo, enviada há pouco, com o propósito de esclarecer o seu posicionamento depois de ontem ter sido ouvido em sede de comissão parlamentar de inquérito, na Assembleia Regional, sobre o funcionamento da unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, que coordena, e de hoje ter sido anunciada a intenção de suspensão, por parte da Ordem dos Médicos.

O médico denuncia, neste documento que “continua o assédio moral”, referindo que “desmarcaram por ordem superior (Conselho de Administração do SESARAM, E.P.E., Dra. Tomásia Alves; Direção Clínica, Dra. Regina Rodrigues; Diretora do Serviço de Imagiologia, Dra. Guida Castanha; etc) 4 exames para pesquisa de gânglio sentinela no contexto de melanoma (cancro da pele) para doentes que iriam ser operados hoje e um gânglio sentinela para o cancro da mama de uma doente que iria ser operada amanhã; além disso, desmarcaram 6 exames urgentes para avaliação de cancro nos ossos de doentes urgentes que iram ser realizados amanhã. Tudo isto sem me informarem por escrito do motivo que levou a essa suspensão de estudos; apenas a administrativa me informou oralmente e afirma não tem autorização para escrever por e-mail que esses exames foram anulados. Os doentes não estão cá no Serviço de Medicina Nuclear#”.

Rafael Macedo considera que “Isto é muito grave o que está a acontecer aos doentes, além de bloquearem o funcionamento dos exames de hoje da Medicina Nuclear e o respetivo bloco operatório, já estão a desmarcar o bloco operatório de amanhã e os restantes exames urgentes”. Diz mais: “Peço ajuda às entidades responsáveis que me acudam porque preciso de trabalhar para ajudar os doentes e sobretudo para evitar o dano que estão a provocar a estas pessoas já bastante debilitadas pela sua doença. Para finalizar, se alguém do Conselho de Administração ou Direção Clínica se dignar a falar comigo, estarei no meu serviço até às 13 horas, momento em que estava planeado terminarem os exames de hoje, porque só tenho uma Técnica até esse horário”.

O SESARAM convocou uma conferência de imprensa para esta manhã.