“SESARAM adquiriu radiofármacos que já passaram de prazo”, revela o médico da unidade de Medicina Nuclear

No contexto da audição do médico Rafael Macedo, em sede de Parlamento Madeirense, o deputado do PSD João Paulo Marques enveredou a sua intervenção, na comissão parlamentar de inquérito para avaliar o funcionamento da unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, para o facto do médico Rafael Macedo não ter experiência e formação suficientes para fazer os exames para os quais diz estar habilitado, mas que não tem desenvolvido no serviço que coordena. O médico diz que não foi autorizado, pelo SESARAM, mas pode desenvolver todos os serviços, está habilitado pelos orgãos médicos reguladores, o deputado foi para o facto, puro e duro, da realidade que o clínico não fez, efetivamente os exames e, induzindo com isso, que não terá a experiência correspondente.

Rafael Macedo diz que o serviço de Medicina Nuclear está a 15% da capacidade de funcionamento, referindo, também, que o SESARAM adquiriu radiofármacos que já passaram de prazo. “Não houve interesse em resolver. Foram milhares de euros deitados para o lixo”.

O deputado Victor Freitas, líder parlamentar do PS, teceu algumas considerações, como diz, “devido à relevância do que se está a discutir”. Afirma que “esta comissão não deverá tirar conclusões antes de ouvir as pessoas, procurar ouvir a verdade e só a verdade do serviço, deve apurar se é verdade ou não dos contéudos da reportagem da TVI e se são adequadas as parcerias com privados, como a Radioterapia e se determinados monopólios não condiconam o Serviço Regional de Saúde”.