Cafôfo diz que ainda vivemos numa sociedade onde existe discriminação, violência e medo

A Câmara do Funchal assinalou o Dia da Mulher na Praça do Município. Foto Rui Marote
Paulo Cafôfo quer que crimes contra as mulheres não fiquem impunes. Foto Rui Marote
O Dia da Mulher contou com a presença da conselheira municipal para a Igualdade, Guida Vieira. Foto Rui Marote

O Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, acompanhou, esta manhã, as comemorações oficiais que assinalam o Dia Internacional da Mulher no concelho, acompanhado pela Vereadora Madalena Nunes, que tem o pelouro da Igualdade de Género no Funchal, bem como pela Conselheira Municipal para a Igualdade, Guida Vieira.

Paulo Cafôfo começou por enaltecer a data como “um motivo de celebração e homenagem, mas também uma oportunidade para relembrar a luta diária pela igualdade, porque ainda vivemos numa sociedade onde existe discriminação, violência e medo, logo temos o dever de continuar a lutar pela dignidade de todas as mulheres e pelo seu lugar no mundo. Isto só é possível se investirmos na educação, mas também se transmitirmos uma mensagem inequívoca de que os crimes contra as mulheres não passarão impunes, sejam eles quais forem.”

O Presidente reforçou que “a violência doméstica e de género é uma barbárie que ainda persiste no nosso país e na nossa região, e que esse ataque declarado aos Direitos Humanos só pode ser contido com punições exemplares, que se exigem neste momento”, apelando, de igual modo, à participação cívica, “porque compete-nos a nós, cidadãos, reportar estes casos, pois só assim poderemos inverter este atraso civilizacional.”

Paulo Cafôfo recordou, de seguida, que “o Funchal tem percorrido um caminho importante em prol da igualdade, com medidas como o Plano Municipal para o efeito, a implementação de um Conselho Municipal e de uma Conselheira para a Igualdade, e ainda do Prémio Maria Aurora, que nos têm permitido trazer estes temas para a agenda mediática, desenvolvendo iniciativas de sensibilização e promotoras da mudança de comportamentos que é necessária, porque infelizmente ainda somos uma sociedade com comportamentos machistas, onde as mulheres são humilhadas, desprezadas, e onde há uma menorização latente, seja na sociedade, mas também nas questões laborais.”

O autarca finalizou reafirmando o compromisso do Funchal em manter “o tema da Igualdade de Género na agenda política e de contribuir para o processo de sensibilização, educação e informação que se impõe. Acreditamos que esta é uma questão de cidadania e de cultura, crucial para o desenvolvimento de uma cidade, e que todas as entidades públicas e privadas, associações e cidadãos, devem fazer a sua parte.”

O Município do Funchal tem, ao longo de todo o dia de hoje, um programa de atividades para celebrar o Dia Internacional da Mulher no concelho. Da parte da manhã, já decorreu uma caminhada, uma aula aberta, teatro e vídeo, estando marcadas, para a parte da tarde, duas conferências-debate (15h no Centro Cívico de São Martinho e 18h30 no Teatro Municipal) e um concerto na Capela da Boa Viagem, pelas 21h.


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