“Nós, Cidadãos!” questiona como vai o SESARAM responder à saída de médicos para o privado

O partido “Nós, Cidadãos!” veio considerar que “não é de todo acidental e inesperada, a notícia hoje avançada (e retomada) por um órgão de imprensa regional, de que o SESARAM, EPE confirma a saída de médicos assistentes graduados do Hospital Central do
Funchal”.
A saída de médicos, e também de enfermeiros, do sector público da Saúde para o novo Hospital Particular “era já esperada, nas áreas da Medicina Interna, Cirurgia Geral, mas numa área como a Anestesiologia, onde já somos deficitários, isso é deveras inquietante, assim como na Ginecologia/Obstetrícia”, refere esta força política em comunicado de imprensa.

“Curioso, é que também no sector da Saúde, os decisores públicos dos últimos anos não enveredaram pelo mesmo caminho (e decisão) de Alberto João Jardim, que disse publicamente que “não queria os chineses a fazer negócios na Região Autónoma”, tal como não quis outras cadeias de grupos económicos ligados ao comércio em grandes superfícies, no arquipélago”.

O ‘negócio’ da saúde porém, é decididamente um caso à parte, observa o “Nós, Cidadãos”. “O projeto do novo Hospital
demora e alongar-se-á no tempo e ‘terreno’ durante anos, e, tendo em conta os constrangimentos actuais do Serviço Regional de Saúde, em particular do Hospital Dr. Nélio Mendonça, com carências várias, algumas resultantes do seu subfinanciamento e outras da
dificuldade em atrair recursos humanos em determinadas especialidades, é evidente que os cuidados de Saúde públicos prestados aos madeirenses e portossanteneses irão deteriorar-se, ou seja, piorar”, refere.

Por isso, o partido questiona o que será feito para colmatar estas carências na Psiquiatria, Anestesiologia, Ortopedia, Neonatologia e Pediatria, “que têm revelado menos profissionais disponíveis a integrar o serviço hospitalar”, e bem assim com esta escassez de recursos humanos, quais as perspectivas de se conseguirem diminuir substancialmente a listas de espera para consultas e cirurgias.