Médico Rafael Macedo contra “notícias sem contraditório” vai queixar-se à ERC e pede intervenção do Ministério Público

O médico Rafael Macedo, responsável pela Unidade de Medicina Nuclear do SESARAM, que protagonizou uma denúncia pública sobre o subaproveitamento daquele serviço e, simultaneamente, criticou o recurso a privados para a prestação de cuidados que, em sua opinião, o público teria capacidade de dar reposta, com menores custos, prossegue as suas posições na página pessoal da rede social Facebook. “Avancem com todos os processos”, reagiu assim ao comunicado da empresa Joaquim Chaves Saúde, proprietária da Quadrantes, que revelou a intenção de processar judicialmente o clínico pelas declarações por este prestadas.

Rafael Macedo, médico natural da Venezuela e filho de pais naturais da Ribeira Brava, como ele próprio já esclareceu pelo mesmo meio de comunicação, já veio avisar que “se me continuarem a incomodar, serei ainda mais explicito nos documentos. Penso que é dever do MP começar a tratar deste processo”, apontando baterias para os partidos e sublinhando que “nenhum partido da Região se interessou por este processo a não ser o PCP”.

Mas hoje, o médico dá conta da sua intenção em remeter para a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC), e para a Comissão de Carteira Profissional de Jornalistas, algumas notícias que, no seu entender, contêm “informação falsa e sobre as quais não foi exercido o respetivo contraditório. Rafael Macedo exige ser ouvido como uma das partes e, por isso, estranha e condena o que diz ser o “branqueamento” das situações que denunciou. Diz mesmo que “Sinto-me triste por colocarem em risco a Vida de tantas pessoas com a conivência Nacional da comunicação social. É grave!”

Recorde-se que, neste enquadramento de denúncia, o Governo Regional colocou no terreno uma estratégia de esclarecimento, que envolveu posições do presidente do Governo, do secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, a publicação de uma informação na comunicação social e a posição de que “as denúncias de Rafael Macedo não correspondem ao estado real da situação”, sendo que a concessão privada à Quadrantes ocorreu num contexto de decisão governamental, com o contrato a durar até 2024. Foi inclusivé constituída uma comissão de inquérito parlamentar, onde a situação da Unidade de Medicina Nuclear será debatida e definidas alguma audições, que serão estabelecidas numa reunião já marcada para 7 de março.

Por sua vez, a Joaquim Chaves Saúde reagiu, primeiro com uma conferência de imprensa onde contesta a posição do médico, depois com um comunicado onde revela a intenção de proceder judicialmente. Diz mesmo que “o grupo proprietário da Clínica Quadrantes, activará de imediato os recursos legais ao seu dispor e processará judicialmente o Dr. Rafael Macedo pela prática dos crimes de difamação e calúnia, tendo por base as declarações falsas que aquele fez na reportagem da TVI e que continua a fazer, sem qualquer limite sobre o que é a verdade ou a mentira e causando um alarme perfeitamente irresponsável sobre toda a população da RAM e um ataque directo e persecutório em concreto à Joaquim Chaves Saúde”.

Refere ainda o grupo que “estamos em fase de conclusão de participação que seguirá nos próximos dias para a Ordem dos Médicos a propósito da prescrição falsa que chegou à Quadrantes em mãos da jornalista Paula Gonçalves Martins, a qual constava de assinatura e vinheta de um Dr. Rafael Silva, que suspeitamos ser o Dr. Rafael Macedo. Ora, não necessitando a jornalista Paula Gonçalves Martins dos exames que constavam da prescrição, configura-se no mínimo como altamente questionável do ponto de vista ético que um médico, na posse de conhecimento de que está a emitir uma prescrição falsa apenas para cumprimento de objectivos que o servem a nível pessoal, ainda assim o faça e declaradamente. Pediremos então à OM que averigue e decida sobre aquilo que nos parece impensável do ponto de vista ético e deontológico de ser levado a cabo por um médico”.

A este propósito, o médico diz, na sua página da rede social referida, que se chama Charl Rafael Macedo da Silva. “O meu nome clínico é Rafael Macedo da Silva. Utilizo e abrevio para Rafael Macedo (Macedo o último nome do meu pai porque nasci na Venezuela e vim de lá com 7 anos)…A minha vinheta médica não cabe “Macedo”, daí que a Casa da Moeda imprimiu como Rafael Silva. Não cometi nenhum atropelo ético”.

 

 


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