A denominada “Comissão Executiva e Financeira da Igreja da Senhora do Amparo-Ribeira Seca (CEFISA-RS) lembrou ontem, em comunicado enviado à nossa Redacção, que fez ontem 34 anos que a Polícia de Segurança Pública “invadiu o adro, a igreja e a residência paroquial”. Foram, asseguram, 70 polícias.
“Há protestos, lágrimas, gritos e até prisões. Durante 18 dias e 18 noites. À revelia da lei e dos tribunais. Mas, no meio de tanta repressão, a população manteve-se firme até ao fim. Quem mandou? Eles ainda estão vivos. Andam por aí na nossa ilha, impunemente e no maior à-vontade. Nós também aqui estamos. Na terra que é nossa. Na igreja que é nossa. Olhando para trás, recordamos todos aqueles, pais e avós, (alguns já estão no mundo da verdade) que pacificamente e persistentemente souberam enfrentar tudo até alcançar a vitória que hoje comemoramos”, referia o comunicado ontem enviado, que acrescentava: “Perdoamos, mas não esquecemos”. E por isso, até acrescentaram os versos “que então cantávamos após a retirada das forças policiais”:
“27 fevereiro
Há-de ser sempre lembrado
Que veio tanta polícia
Ocupar o nosso adro
O governo mais o bispo
Mandaram a igreja fechar
Mas o povo resistiu
Até a vitória alcançar
É Dia de Ação de Graças
Assim podemos dizer
Em o povo estar em festa
Depois de tanto sofrer”
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