Tivemos algumas “pegas”. Com o jornalismo pelo meio. Impunha respeito, pela abordagem e pelo discurso truculento. Mas era um “homem bom”. Um conversador, um gentelman.
Foi o jornalismo que me permitiu abordá-lo mas foi o Direito que nos aproximou mais.
Lembro-me de me incentivar a estudar Direito. Naquelas conversas entre uma sessão de julgamento e outra. Nos corredores dos tribunais, no café, em Lisboa quando soube que venci o Prémio Justiça e Comunicação Francisco Sousa Tavares 2008.
É esse momento de entrega do prémio que a foto documenta. A 16 de Dezembro de 2009. Numa sessão pública. No Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados (OA) onde o Dr. Arnaldo Matos fez questão de marcar presença.
Não tinha de o fazer, mas fê-lo. Fiquei grato. Um outro amigo que tanto prezo também marcou presença, o Dr. Carlos Farinha.
O Prémio Justiça e Comunicação Francisco Sousa Tavares visa galardoar jornalistas cujo trabalho no campo do Direito e da Justiça se tenha destacado, visando premiar os candidatos que, pelo seu trabalho jornalístico, tenham ajudado à melhor compreensão e transparência dos sistemas jurídico e judiciário portugueses e contribuído para a valorização do papel do Advogado enquanto garante dos Direitos Fundamentais do cidadão e foi instituído em homenagem ao reconhecido Advogado, Jornalista e Político Português Dr. Francisco Sousa Tavares.
Arnaldo Matos, com todos os seus defeitos e todas as suas virtudes, era daqueles homens que não deixa ninguém indiferente. Como advogado, dava tudo em defesa da causa. Enfrentava quem tivesse que enfrentar, às vezes com alguma rudeza nas palavras. Não era de virar a cara à luta.
Fico com esse ensinamento para a vida.
RIP, Dr. Arnaldo Matos!
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