TSD/Arquitectos relevam o facto de 5,6 milhões do Orçamento da Cultura se destinar ao Património

Arquitetos inseridos na estrutura partidária Trabalhadores Sociais Democratas, enaltecem a aposta do Governo Regional na recuperação, conservação e restauro do património, e nas novas edificações.

Segundo uma nota de imprensa hoje divulgada pelo PSD, a valorização do património é uma das grandes apostas da Direção Regional da Cultura que reservou 70% do orçamento de 2018 para a recuperação, conservação e restauro do património cultural e para novas edificações.

Foram cerca de 5,6 milhões de euros aplicados em várias obras, com destaque para a intervenção nas cantarias da torre da Sé do Funchal. Uma intervenção que teve por objetivos “prolongar a vida do edifício, salvaguardar a segurança de pessoas e bens e, ainda, procurar uma leitura geral harmoniosa das zonas intervencionadas”, explicou Elias Homem de Gouveia, arquiteto e membro dos TSD (Trabalhadores Sociais Democratas).

O especialista destacou outras obras como a recuperação do Museu Vicentes, do Museu das Cruzes ou da Fortaleza do Pico. “São edificações que fazem parte do nosso Património, da nossa História, da nossa Identidade, e podemos afirmar que a verdadeira reabilitação urbana tem sido feita pelo Governo Regional, e neste caso particular, através da Direção Regional da Cultura”.

Investiu-se, igualmente, na recuperação das infraestruturas e do património artístico móvel de algumas Capelas Classificadas de Interesse Público, tendo também por base o Projeto ‘Capelas ao Luar’, lembrou Homem de Gouveia, exemplificando com as Capelas do Corpo Santo, de Nossa Senhora da Piedade e de Nossa Senhora das Neves. Um trabalho que prosseguirá, este ano, com intervenções na Capela de Nossa Senhora da Nazaré, na Capela de São Roque e na Capela de São Paulo.

Elias Homem de Gouveia apontou, ainda, outras grandes recuperações como aquelas realizadas na Igreja Matriz de Machico e no Solar do Aposento.

Para os TSD/Arquitectos a caracterização cultural tem a ver com aquilo com os povos fazem. “Trata-se da nossa história, da nossa identidade, que está bem expressa na forma de construir, nos materiais utilizados, nas características de construção. E, se elas forem mantidas, nós preservamos a nossa identidade.”