MPT aponta baterias à UMa por causa da licenciatura em Design Media Interactivo

O MPT Madeira veio hoje denunciar “um verdadeiro atentado que a Universidade da Madeira está a fazer aos alunos matriculados na Licenciatura em Design Media Interactivo (LDMI) que foram pressionados a concluir a sua licenciatura através de um prazo limite imposto, pois encerraram o curso e através de um processo de descontinuação da licenciatura, e por via da legislação em vigor, foi imposto em 2016 um prazo de dois anos lectivos consecutivos aos alunos inscritos em 2014 para terminarem a licenciatura, o que dava apenas um ano lectivo adicional para a conclusão de todas as Unidades Curriculares de uma licenciatura de três anos”. O partido considera de lamentar que a instituição, conforme afirma, “nunca tenha transmitido sobre uma futura intenção da descontinuação da licenciatura, aquando da inscrição dos alunos neste curso”, deixando agora “os seus alunos à deriva”.

O Partido da Terra alega ter tido a informação que a principal razão do encerramento do curso se deveu sobretudo aos custos elevados para o seu funcionamento em relação ao número de alunos inscritos no mesmo. Algo que classificam como “má gestão, porque quando abriram este curso já deviam ter acautelado este problema, e os alunos e as suas famílias, se tivessem sido devidamente informados podiam ter feito outra opção, por outro curso superior”.

Agora, “depois de todo o esforço económico e de anos de estudo a fio, ficam sem poder terminar o seu curso porque têm cadeiras em atraso e a Universidade não encontrou uma solução para este problema, deixando os alunos e as suas famílias de mãos a abanar”.

A solução apontada pela UMa seria a transferência das matrículas para outros cursos, as quais não eram de interesse pois destinavam-se a áreas curriculares distintas, referem os dirigentes do MPT.

Que, não aceitou a transferência para outro curso visto não estar nos seus interesses, acabou por não sair licenciado apesar de, para a conclusão da licenciatura estar em falta em média três Unidades Curriculares, “ou seja pagaram, e ficaram a “ver navios”, por um situação que não foi provocada por eles”.

O partido questiona, pois, a instituição sobre a razão de não serem marcadas aulas por tutoria, para os estudantes acabarem as cadeiras que estão em falta e poderem receber o seu diploma, e sugere que “devolvam o dinheiro gasto em propinas por estes alunos que agora ficam sem possibilidade de terminar o seu curso”.