PSD acha que não é necessário alterar MEDIARAM para criar novas condições para órgãos de comunicação social digitais

Fotos: Rui Marote

Uma proposta do JPP para alterar a portaria que regula os apoios à comunicação social (MEDIARAM) beneficiando também os órgãos de comunicação digitais, microempresas com ainda poucos trabalhadores efectivos, foi hoje defendida em plenário da Assembleia Legislativa da Madeira. Porém, esbarrou na convicção do PSD, nomeadamente do deputado Sérgio Marques, de que o MEDIARAM está bem como está, não havendo necessidade de apoiar plataformas digitais, que, em seu entender, estão bem de finanças e não necessitam de apoios, ao contrário dos órgãos de comunicação social em papel.

A JPP pretendia apoios mínimos de 60 mil euros mas o antigo responsável governamental pela criação do MEDIARAM entende que isso é demais e defendeu o actual sistema que tem um limite de 300 mil euros, para cobrir 25 por cento das despesas da empresa.

Da parte da oposição assistiu-se a um “nim”, com os partidos a acharem que os órgãos de comunicação social merecem apoios, mas a dividirem-se sobre quais os apoios de que, concretamente, deviam beneficiar.

Entretanto, no debate de hoje houve também lugar à exaltação da “união” que o PSD afirma ter ficado bem clara no último congresso do PSD-Madeira. Entretanto, o PS apresentou um voto de protesto sobre recentes declarações do chefe do Executivo madeirense, que, consideram os socialistas, nelas apoucava o ensino superior; os social-democratas responderam ironicamente: Josefina Carreira disse que o problema do país passa também por haver engenheiros “feitos ao domingo”, uma alusão ao anterior primeiro-ministro, José Sócrates, e à polémica que cercou as suas habilitações e os exames cujas datas calhavam nesse dia da semana.