Calado no Santo Amaro “varre” o “descaramento” do ex-presidente da TAP que falou em passagens aéreas a 20 e 30 euros

Santa Cruz começou o “varrer dos armários”.
Um dos quadros vivos das Festas de Santo Amaro.
Pedro Calado esteve a abertura das Festas e com recados à TAP.
O artesanato está presente no Santo Amaro em Santa Cruz.

Foi com uma noite forte que Santa Cruz começou, esta sexta-feira, a comemorar as Festas de Santo Amaro, encerrando a zona central e a marginal e com um quadro etnográfico no espaço em frente à Câmara Municipal.

Foram muitos os que se deslocaram neste primeiro dia de festa, com a abertura solene que teve a presença do vice presidente do Governo Regional, Pedro Calado e o presidente da Câmara local. Mais para a noite, já batiam as 23 horas, o espetáculo de Fernando Pereira marcou a animação através de várias imitações de melodias conhecidas.

O vice presidente do Executivo Regional realçou a tradição do Santo Amaro, do varrer dos armários, sublinhando que estes eventos são muito acarinhados e vividos “com emoção”. Falou na sua experiência autárquica, quase dez anos na Câmara do Funchal, com experiência de contacto com a população. “Não sentimos concelho nenhum de forma diferente dos outros, são onze filhos que o Governo Regional tem e procuramos tratar os filhos de igual modo”.

Pedro Calado aproveitou o momento para falar da proximidade que Santa Cruz tem do aeroporto e das dificuldades da insularidade, criticando a República por ser adversa ao investimento que se faz na Madeira. “Sentimos que não estamos a ser respeitados da forma como deveríamos. E quero deixar claro à população que enquanto estivermos aqui tudo faremos para defender os direitos de todos os madeirenses”.

O vice presidente fez alusão à presença na Madeira do ex-presidente da TAP, Fernando Pinto, que esteve a ser ouvido no âmbito da Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão da TAP. E foi no contexto do “varrer dos armários” que Calado “varreu” forte nas declarações de Fernando Pinto: “Teve o descaramento de vir dizer à Madeira que há passagens a 20, 30 euros e 40 euros. Não sei onde é que ele compra essas passagens, mas os madeirenses de certeza não pagam a esses preços. Vamos exigir sempre o respeito pelos madeirenses”.