Mais de 18 mil madeirenses em listas de espera para cirurgias, CDS-PP revela que tem “solução inovadora”

Mario Pereira listas de espera
“Só no mandato de Miguel Albuquerque soma outros dois mil casos”, revela Mário Pereira.

As listas de espera para cirurgias, na Madeira, é realmente um problema. O deputado do CDS-PP Madeira, Mário Pereira, garantiu, esta manhã, que o seu partido tem uma “solução inovadora” para combater o complicado problema que “só no mandato de Miguel Albuquerque soma outros dois mil casos, atingindo actualmente mais de 18 mil madeirenses”.

A proposta do CDS, que se encontra na Assembleia Legislativa da Madeira desde o passado dia 19 de novembro, mereceu no início desta semana o apoio público de outras forças partidárias, faltando “apenas saber se o PSD está mesmo interessado em resolver este grave problema para o qual não tem dado a resposta que os madeirenses exigem”, disse o deputado Mário Pereira.

De acordo com as explicações de Mário Pereira, a iniciativa “envolve o sector público e o privado. Num primeiro momento compete ao SESARAM – Serviço Regional de Saúde – se organizar para responder ao problema, sendo necessário que o Governo Regional faça um reforço de verbas para que os médicos possam conceder mais horas a operar. SE a Região não conseguir dar resposta, os privados devem ser integrados no programa e se ainda assim a solução se revelar insuficiente, estabelecer parcerias com o Serviço Nacional de Saúde e com os privados que operam no continente. “A situação que se vive na Madeira ao nível da espera para cirurgias e consultas é absolutamente inaceitável”, afirma Mário Pereira. “Hoje em dia os doentes esperam, em média, três anos e meio por uma cirurgia, e esta situação tem vindo a agravar-se ano após ano, sem que o Governo Regional tenha apresentado uma iniciativa capaz de resolver o problema.”

O parlamentar recorda que o programa de recuperação de cirurgias do Governo Regional “foi um fracasso” porque o número de doentes continua a subir. “São necessárias soluções para agora e não para daqui a seis anos, quando o novo hospital estiver concluído”, diz Mário Pereira, indicando que a solução passa por resolver o problemas nos dois sistemas públicos de saúde, o regional e o nacional, e depois “autorizar os sectores privados da Madeira e do continente a operarem para que as soluções sejam rápidas, funcionando exactamente como acontece nos sistemas continental e açoriano”, conclui.