Iniciativa Liberal comenta desfavoravelmente sondagem do JM sobre as tendências de voto para as regionais de 2019

O partido Iniciativa Liberal comentou hoje a publicação de uma sondagem relativa às eleições regionais de 2019, pelo matutino JM, mas manifestou “algumas preocupações democráticas”. Nomeadamente, considera que uma amostra de 400 pessoas contactadas, que leva a uma margem de erro de 4,5% é “insuficiente para que se possa ter certezas seja lá sobre o que for”. Por outro lado, “ainda menos significativa é a votação por Concelho quando se inquire 5, 9 ou 10 eleitores nalguns Concelhos”.

Mas o que mais incomodou a Iniciativa Liberal é o facto de se ter fulanizado o voto em Albuquerque ou em Cafôfo. “Sendo o voto efetuado em partidos, parece-nos incorrecto fulanizar nos candidatos desses partidos, porque isso necessariamente avalia notoriedade e não necessariamente sentido de voto. Se o critério eram pessoas então deixaram de fora Gil Canha que também é deputado independente”, comentam os dirigentes da IL.

Os mesmos consideram também discutível a opção de só incluir os partidos com representação parlamentar, como se comprova pelos resultados obtidos em que 10,8% dos inquiridos responderam com “nenhum destes” e a soma dos cinco partidos mais pequenos é 11,7%.

“Nas últimas eleições autonómicas o PTP concorreu integrando uma coligação. Reconhecendo o crescimento qualitativo da Sra. Deputada Raquel Coelho, estranhamos porque se ignoram outros partidos que fizeram parte da dita coligação, a saber: o PAN, o MPT”. Por outro lado, refere a IL numa nota às Redacções, “existem outros partidos que já concorreram recentemente em eleições na
Madeira, sozinhos ou em coligação, como o PAN, o MPT, o Nós Cidadãos e todos estes partidos têm actividade e rostos conhecidos que não foram incluídos no estudo. Os dois novos partidos Iniciativa Liberal e Aliança também não foram incluídos, tendo também actividade e rostos associados”.

Perante estes dados e analisando a sondagem da sua perspectiva, a Iniciativa Liberal considera, pois, esta sondagem como “uma viagem à política regional em modo “low cost”.

“As sondagens não são eleições e não determinam resultados, mas criam contexto. Exigimos, a bem da verdade democrática, que em futuros estudos de opinião, por este ou outros órgãos de comunicação, se incluam todas as opções políticas existentes na Madeira.
Já basta de o sistema político-partidário português comportar-se com uma clique onde os partidos da situação (leia-se: com representação parlamentar) têm direito a tudo e os restantes a nada. Decidem prebendas em causa própria, ou como dizia Zeca Afonso, “comem tudo e não deixam nada”. As sondagens não devem ser assim”, conclui a IL.