Albuquerque lançou livro sobre “Winston Churchill na Madeira” realçando as virtudes do estadista

O livro “Winston Churchill na Madeira”, da autoria de Miguel Albuquerque, decorreu hoje no Museu de Imprensa da Madeira, em Câmara de Lobos. Trata-se de uma edição da Aletheia Editores, e o lançamento registou a presença de diversas entidades, entre as quais, o edil local, Pedro Coelho. A apresentação esteve a cargo de Marcelino de Castro.

Na ocasião, Pedro Coelho comentou porque é que “Churchill está na moda”, 52 anos depois da sua morte e 118 depois de ter entrado no parlamento britânico. Em seu entender, o estadista “desmente categoricamente as teses dos historiadores marxistas ou estruturalistas que veem na história uma mera narrativa de factores económicos e impessoais. O ponto central da vida de Churchill é demonstrar que, de facto, um Homem pode fazer a diferença. Principais biógrafos e  historiadores concordam neste ponto crucial – A.J. Taylor; Martin Gilbert; Andrew Roberts; Max Hastings; Lukas” citou.

Fotos DR

Winston Churchill, disse o autor, “era um visionário – percebeu muitas vezes, antes de todos os outros, os acontecimentos e agiu em consequência da sua visão e intuição. Não foi por acaso que foi ele que iniciou a resistência ao nazismo triunfante no Continente Europeu; não foi por acaso que foi ele quem denunciou, antes de todos os outros, a ameaça do totalitarismo comunista sobre a Europa Ocidental, usando a expressão “Cortina de Ferro”, durante um discurso que pronunciou na cidade de Fulton, Missouri, em 1948”.

“Na tarde de 28 de Maio de 1940- na célebre de reunião do gabinete com Chamberlain, Halifax, Sinclair, líder do Partido
Liberal, e Clement Atleet – Churchill, contra tudo e contra todos – persistiu e tomou a decisão da sua vida – deviam os soldados
britânicos continuar a combater numa guerra que era dada como perdida? Ou deviam optar por algum tipo de acordo? Foi este o momento crucial – se nesse dia a Grã-Bretanha, como queriam quase todos os membros do gabinete de guerra, tivesse  optado pela política de acordo de apaziguamento ou acordo com os Nazis, a Europa não seria o que é hoje”, acrescentou.

Daí a célebre frase de Churchill “apaziguador é aquele que vai dando de comer a um jacaré/crocodilo, na esperança de ser devorado em último lugar.”

O autor relembrou ainda a faceta epicurista de Churchill, que bebia, fumava, tinha uma vida financeira desregulada e disfuncional, pelo que não se enquadraria na perspectiva dominante actual, “com as modas e os cânones do politicamente correcto que
confunde virtudes públicas com virtudes privadas”.

“Em 1937 Hitler posou para a capa da revista Alemã – Auf der Wacht” – com a seguinte legenda “ O nosso Fuhrer Adolf Hitler não bebe álcool nem fuma… O seu desempenho no trabalho é incrível”. O contraponto destas pretensões alemãs – hoje seriam
integradas nos valores pequeno burgueses do politicamente correcto – poderia ser encontrado na réplica que Churchill deu
ao General Montgomery sobre a vida saudável. Certa vez, com ar de censura, Monty declarou a Churchill “Não bebo, não fumo, durmo muito. É por isso que estou 100% em forma.” Resposta do Churchill: “ Bebo muito, durmo pouco e fumo charuto atrás de charuto. É por isso que estou 200% em forma”.

Albuquerque referiu, por outro lado, que Churchill “era um homem muito culto, intelectualmente curioso, escritor prolífero e incansável, e formado em valores muito sólidos. Era um orgulhoso herdeiro e representante da tradição europeia e ocidental da liberdade ordeira sobre a lei. A sua filosofia política assentava na tradição grega, romana, judaica e cristã, e amiúde recordava os princípios esboçados na Magna Carta de 1215 – e proclamados na Revolução Inglesa de 1688 e na Revolução Americana de 1776”.

O livro de Miguel Albuquerque conta com prefácio de João Carlos Espada.


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