INE revela quebra de dormidas na hotelaria da Madeira

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Há menos 3,9% de dormidas de não residentes.

Segundo indicadores do Instituto Nacional de Estatística, nos primeiros nove meses do ano, sobre números de dormidas na hotelaria portuguesa, verifica-se que, relativamente à Madeira, há uma quebra de não residentes (-3,9%) e de residentes (-3,1%).

No global, o realce vai para os crescimentos de 4,7% no Norte (região com um peso de 13,2% nas dormidas totais acumuladas) e de 3,2% no Alentejo (quota de 3,2% no mesmo período). Relativamente aos não residentes, em setembro, registaram-se crescimentos apenas no Norte (+3,1%) e RA Açores (+1,4%). Os decréscimos mais acentuados registaram-se no Centro (-19,4%), Algarve (-6,1%) e Alentejo (-5,8%). Desde o início do ano, salienta-se o crescimento de dormidas de não residentes no Alentejo (+7,2%) e no Norte (+5,8%) e, em sentido contrário, o decréscimo no Centro (-12,0%).

Em termos de dormidas de residentes, em setembro verificaram-se aumentos em todas as regiões com exceção da RA Açores (-1,3%). O Algarve evidenciou-se com um crescimento de 19,7%, secundado pelo Alentejo (+9,7%). No período de janeiro a setembro, no que respeita a residentes, o destaque vai para o Algarve (+9,8%) e Centro (+5,0%).

Segundo refere o INE, “a estada média (2,78 noites) decresceu 1,5%, em consequência da redução da estada média dos não residentes (-2,2%), dado o aumento (+3,1%) no caso dos residentes. A RA Madeira, Norte e AM Lisboa registaram aumentos nas estadas médias (+2,1%, +1,3% e +0,2%, respetivamente). As reduções mais pronunciadas ocorreram no Centro (-5,1%) e no Algarve (-4,2%). Este indicador ascendeu a 5,54 noites na RA Madeira e a 4,38 noites no Algarve”.

A taxa líquida de ocupação-cama (63,2%) reduziu-se 1,6 p.p. em setembro (-1.5 p.p. em agosto). Apenas no Norte e no Alentejo se registaram aumentos neste indicador, ainda que ligeiros (+0,7 p.p. e +0.1 p.p., respetivamente), sendo que as maiores reduções ocorreram no Centro (-4,7 p.p.) e RA Madeira (-2,7 p.p.). As taxas de ocupação mais expressivas foram observadas na RA Madeira (75,8%) e AM Lisboa (68,9%).