“Querem fechar a Rua Fernão de Ornelas quando as pessoas querem o oposto”, alerta o MPT

Fernão capa
O MPT diz que a Rua Dr. Fernão de Ornelas “já tinha sido estrangulada anteriormente para se tornar agora numa Rua de ChinaTown, onde proliferam as explanadas sem controlo e sem fiscalização”.

O MPT emitiu hoje uma nota criticando o novo Plano de Acção para a Mobilidade Urbana Sustentável, “idealizado por este executivo camarário, através de estudos muito mal elaborados, especialmente numa cidade antiga, com arruamentos demasiadamente estreitos para que a circulação de pessoas e viaturas possa decorrer com normalidade”

Para aquele partido, “querem fechar a Rua Fernão de Ornelas quando as pessoas pretendem, exactamente o oposto, mantendo a rua aberta ao trânsito, porque esta já tinha sido estrangulada anteriormente para se tornar agora numa Rua de ChinaTown, onde proliferam as explanadas sem controlo e sem fiscalização”.

O Movimento Partido da Terra lembra que “quando esta autarquia, na voz do senhor Presidente da Câmara, vem defender que houve uma diminuição de 50% do número de veículos na cidade do Funchal, só podemos considerar que o senhor Presidente não vive na mesma cidade que nós, ou então, podemos deduzir que com esta teoria mirabolante que o senhor Presidente só está a pôr em evidência que não conhece a cidade ou não se interessa por ela, sendo que já se afastou do Funchal há muito tempo, porque tem a cabeça no seu próprio Plano de Mobilidade, para o Governo Regional”.

Para o MPT “o Funchal nunca teve tanto trânsito como agora, e ainda têm a brilhante ideia de estreitar, ou cortar ao trânsito as vias principais de acesso e saída desta cidade, transformando as estradas um caos autêntico, especialmente nas horas de ponta, onde nas horas de regresso aos subúrbios, sim porque ninguém “fica nesta cidade”, como o evento promovido por esta Câmara preconiza, porque as pessoas têm sido expulsas do centro da cidade, daí precisarem do seu transporte para se deslocarem ao seu trabalho, pois como toda a gente sabe a orografia da nossa cidade não permite às pessoas deslocarem-se a pé, sendo que o centro do Funchal hoje em dia está reservado a uma classe mais privilegiada. Quando se fala em fomentar a mobilidade pedonal, não se pode olhar para as ruas do Funchal e pensarmos que andar é fazer uma gincana num labirinto de explanadas que nunca mais acaba”.

“Os Funchalenses, querem alguém que respeite o cargo para o qual foi eleito, não querem um comandante de um navio a naufragar que é o primeiro a saltar fora”, termina a sua nota o MPT.


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