Estudantes universitários com quatro viagens por ano a 65 euros, Albuquerque admite que modelo pode ser alargado a todos os madeirenses

Viagens estudantes
A Região assinou hoje protocolos com 16 agências de viagens para aplicação de um novo modelo de mobilidade para os estudantes universitários madeirenses, permitindo 4 viagens anuais a 65 euros ida e volta. Foto Rui Marote
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O modelo entra em vigor a 1 de novembro. Foto Rui Marote

O presidente do Governo Regional admitiu hoje que este modelo que a Região encontrou para a mobilidade aérea dos estudantes madeirenses que se encontram a estudar em universidades do Continente, pode vir a ser alargado aos madeirenses em geral.

Hoje, a Região assinou protocolos com 16 agências de viagens, no sentido de garantir o cumprimento de uma medida que permite, aos universitários madeirenses, fazerem 4 viagens aéreas, por ano, pagando apenas 65 euros ida e volta.

Miguel Albuquerque diz que “esta solução vem resolver um problema para as famílias da Madeira, indo assim ao encontro das pretensões do Governo Regional no sentido de evitar que as famílias adiantem centenas de euros. Isto, além de não dar pretexto ao Governo Central para limitar o subsídio de mobilidade. Entendemos que a mobilidade dos portugueses da Madeira não tem preço, sendo que neste sentido esta é uma solução que assegura o princípio dessa mesma mobilidade”.

Para Albuquerque “este pode ser um bom princípio de solução para resolver, no quadro nacional, a extensão deste modelo de mobilidade a todos os portugueses residentes na Madeira e no Porto Santo, demonstrando que há sempre soluções para os problemas. Agora, quando há má vontade na resolução dos problemas e quando se tenta varrer os problemas para debaixo do tapete, quando se tenta minimizar aqueles que são os problemas das famílias, não há forma de resolver nada”.

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O protocolo foi assinado com16 agências. Foto Rui Marote

Relativamente a esta nova fórmula, é de referir que os estudantes que pretendam realizar as suas viagens no modelo atualmente em vigor, pagando a viagem com reembolso posterior através dos CTT, poderão continuar a fazê-lo, sendo que este modelo hoje apresentado representa, apenas, uma medida para evitar que as famílias adiantem verbas elevadas até poderem adquirir o reembolso, disponto de 4 viagens anuais nessas condições.

Pedro Calado, o vice presidente do Governo, recordou a inércia do Governo da República na revisão do modelo de mobilidade, em termos gerais, referindo que “o Governo Regional sempre foi chamado a resolver a situação, recordando a solução encontrada em 2017, com a contratação de charters para o transporte de estudantes universitários no Natal e na Páscoa”.

Pedro Calado diz que o passo seguinte é olhar para o resto da população. “Se este sistema funcionar bem, demonstraremos que afinal é possível encontrar um modelo para ser aplicado globalmente para os madeirenses e portosantenses. Este não foi um processo fácil, mas conseguimos. Estamos convencidos que é possível dar o passo à frente”.