Mais Porto Santo propõe oferta de manuais escolares e devolução de IRS aos munícipes

José António castro
José António Castro promete mais medidas nas próximas semanas.

O movimento Mais Porto Santo considera infundadas as críticas que vão no sentido do chumbo, por parte de José António Castro, do Orçamento da Câmara local. “É um ultraje esta tentativa de confundir a mente de quem se sente defraudado por uma liderança incapaz, que nos obriga a repetir que o Mais Porto Santo nunca será um entrave à valorização, crescimento e sustentabilidade da nossa Ilha, e assegurar, uma vez mais, que vai apoiar e defender todas as propostas que sirvam os interesses dos porto-santenses, sejam elas apresentadas pelo partido A ou B, na garantia de que também exigirá que propostas próprias sejam também aprovadas”.

E para que não restem dúvidas, diz o movimento, “sem nunca hipotecar o Orçamento camarário para 2019, vamos apresentar várias propostas que vão de encontro com os interesses da população porto-santense, entre as quais destacamos o fundamental apoio às famílias na aquisição de manuais e material escolar a todos os alunos do 1.º, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico, como já defendemos inúmeras vezes, bem como a devolução total da receita de 5% que a câmara arrecada com o IRS”.

Naquele que pretende ser um esclarecimento à opinião pública, Castro revela que “tudo iremos fazer, também, para que o município dê o devido apoio à criação de uma central de atendimento a realizar no Porto Santo, por uma empresa tecnológica que já encetou contactos com a edilidade, e que promete empregar muitos jovens da nossa Ilha”, reafirmando que “estas são para já as exigências que iremos fazer no sentido de aprovarmos o Orçamento de 2019, apesar da postura do executivo camarário que se recusa a solicitar à Oposição, nomeadamente ao Mais Porto Santo, contributos válidos, como são os casos”.

O movimento Mais Porto Santo esclarece, ainda,, sobretudo sobre o que considera como “manobras de vitimização que o PSD-Madeira anda a promover por ter perdido os poderes absolutos, com a revogação da delegação de competências do ainda presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, que o próprio líder da autarquia e o seu vice-presidente votaram a favor, vá lá entender-se porquê, demonstrativa da incompetência da governação social-democrata, que resulta da má influência dos governantes madeirenses, que andam obcecados com o próprio ego, e de um deputado que não sabe defender quem lhe deu comer.”

Numa nota hoje emitida, a estrutura liderada por José António Castro refere que “depois de ter tentado de forma camuflada passar uma proposta de revogação de competências da Câmara Municipal do Porto Santo, no presidente Idalino Vasconcelos, no âmbito da Lei 75/2013 de 12 de Setembro, apresentada pelo próprio presidente do município, que deixaria, sim, ingovernável a gestão diária da autarquia, quando o Mais Porto Santo limitou-se a propor a revogação dos poderes de Idalino Vasconcelos ao nível do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação (RJUE), Contratação Pública e Administração Geral, como forma de melhor controlar a gestão e o quotidiano do município, consequência da desastrosa administração do município, continua o PSD-Porto Santo, sob o manto de quem governa e manda ainda da Madeira, a tentar confundir a opinião pública porto-santense, afirmando que o Orçamento da Câmara Municipal do Porto Santo será chumbado por este movimento de cidadãos independentes e que, assim, o futuro da autarquia ficará ainda mais comprometido”.

O movimento garante ao seu eleitorado que mais propostas serão apresentadas nas próximas semanas, “na certeza de que não serão desmedidas, nem de difícil concretização, pois estamos perfeitamente conscientes e cientes dos graves problemas financeiros com que se debate o município, e que resulta de gestões danosas dos dois partidos do bloco central, PSD e PS. No entanto, a falta de dinheiro e de verbas não pode servir de desculpa para tudo”.