CDS quer que Antonoaldo Neves peça desculpa aos madeirenses logo que pisar solo insular

O deputado Lino Abreu antecipou hoje algumas das questões que o CDS-PP Madeira colocará ao presidente da TAP, Antonoaldo Neves, durante a audição marcada para a próxima terça-feira, na Assembleia Legislativa da Madeira, no âmbito da Comissão de Inquérito Parlamentar à Política de Gestão da TAP em relação à Madeira.
Lino Abreu disse esperar que “o presidente da TAP, ao pisar o solo da Madeira, tenha a humildade de pedir desculpa aos madeirenses, porque as declarações que proferiu na Assembleia da República, dizendo que os madeirenses que pagavam preços módicos, é mentira e não é sério, a realidade é outra, os madeirenses pagam preços exorbitantes”. Lino Abreu frisou que “o madeirense é um povo honesto e trabalhador que não deve ser tratado com mentiras”.
Por outro lado, considerou:”A média dos preços que o presidente da TAP apresentou para a Madeira não é séria, porque deveria fazê-la apenas com o número de passageiros madeirenses transportados em cada avião e não com a totalidade dos passageiros.”
Esta questão para Lino Abreu é importante porque, segundo diz, a média de passageiros madeirenses em cada avião é na ordem dos 30%, sendo os restantes 70% turistas. Como os operadores turísticos negoceiam com a TAP os turistas que trazem até à Madeira a preços muito mais baixos do que pagam os madeirenses, essa redução acaba depois por fazer descer o preço do bilhete se a TAP juntar todos os passageiros, razão pela qual o CDS vai querer saber do presidente da TAP qual o preço médio da viagem, considerando apenas o número que residentes que utiliza a TAP, sendo que essa contabilidade é fácil de fazer porque existem os registos dos reembolsos.
Finalmente, a terceira questão avançada por Lino Abreu foi: “Porque razão a Madeira foi a região mais penalizada pela TAP em relação ao número de voos cancelados, somando mais de 70 cancelamentos, entre Janeiro e Julho, deixando as pessoas ao abandono e sem qualquer apoio?”
O argumento da TAP tem sido, muitas vezes, as questões operacionais, referiu. “Sabemos que a companhia tem falta de aviões e tripulantes, mas ainda há dias lançou uma campanha para o Brasil a 308 euros, um preço muito mais baixo do que cobra para a Madeira.”
O  CDS acusa Antonoaldo Neves de estar de “má-fé” com os madeirenses, porque ainda não conhece o resultado dos estudos técnicos que a ANAC está a realizar sobre os limites dos ventos no aeroporto, mas já assumiu publicamente que não voará para a Região se esses limites forem alterados.
Os deputados Roberto Rodrigues e Mário Pereira, o presidente da concelhia de Santa Cruz, Pedro Freitas, e autarcas do CDS naquele concelho, o presidente da JP Machico, Bruno Nóbrega, e vários dirigentes do CDS Machico marcaram presença nesta iniciativa.