Oposição no Porto Santo quer derrubar quem o povo escolheu para presidente da Câmara, em política não vale tudo, reage Idalino

Idalino Vasconcelos
Idalino é claro relativamente à intenção de José António Castro, de revogar a delegação de competências no presidente da Câmara do Porto Santo: “Esta oposição pretende derrubar quem o povo escolheu para presidente”.

Idalino Vasconcelos não está preocupado com a nova estratégia da oposição na Câmara do Porto Santo, com a anunciada decisão de José António Castro de apresentar uma proposta de revogação de delegação de competências, que ele próprio aprovou em sdezembro de 2017 e com isso permitiu ao líder da Autarquia assumir decisões sem necessidade de consultar os restantes vereadores. Agora, o líder do movimento Mais Porto Santo, em articulação com o PS, quer anular essa delegação de poderes em áreas chave.

Na prática, essa aprovação, para a qual Castro contribuíu com o seu voto desequilibrador, “saíu defraudada”, na ótica de José António Castro, para justificar esta tomada de posição, em estratégia concertada com Menezes de Oliveira, o que se resume na garantia de voto favorável quando a mesma revogação for a reunião de Câmara. O PSD entra a perder. Idalino fica com poderes esvaziados, a Câmara, dizem, ficará ingovernável e o caminho, apontam, poderá ser o das eleições antecipadas.

Idalino Vasconcelos, em declarações ao FN, lembra aquilo que é o “modus operandi” da oposição, no Porto Santo: “Esta oposição faz o que faz sempre. Oposição”. Diz, no entanto, que “o presidente trabalha para a população. Apesar de estar em minoria, o presidente vai governar porque foi legitimado para isso. Nós estamos em minoria mas estamos tranquilos, com trabalho e dedicação. A oposição só está preocupada em destruir o nosso trabalho”.

Considera que “esta oposição está obstinada em derrubar um presidente que foi legitimado pelo voto popular”. Recorda que “o povo escolheu e disse que queria Idalino Vasconcelos para liderar o município. Esta oposição pretende derrubar quem o povo escolheu para presidente. Quem não aceita isso não sabe estar em democracia. E em política não vale tudo e povo está a ver”.

Idalino aponta a tranquilidade, trabalho e dedicação como a base do seu mandato, previsivelmente difícil em função de não ver refletido no número de vereadores a margem de votos favoráveis nas últimas autárquicas, que resultaram no afastamento do PS, que detinha a anterior liderança, representando o regresso do PSD à presidência da Câmara, com mais votos mas com menos vereadores.

O atual presidente, social democrata, diz que a situação é muito clara: “O escrutínio é feito pelo povo. A oposição faz oposição”. E garante: “Não vamos baixar os braços só porque a oposição quer retirar competências ao presidente”