Barreto defende reabilitação urbana a criar rendas acessíveis para jovens

Barreto camara Funchal
Rui Barreto diz que a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) do Funchal não resolveria apenas o problema da revitalização do tecido urbano, como ajudaria a Câmara a cumprir com a promessa que fez de implementação da chamada “Renda Acessível” para casais jovens.

O CDS-M absteve-se na penalização fiscal a prédios devolutos, no Funchal, uma decisão que saíu hoje da reunião de Câmara, onde foram identificados 240 prédios em cinco freguesias.

Rui Barreto diz que esta medida isolada de outras “é pouco” e que apenas a penalização não ajuda na resolução do problema. Daí ter retomado a sua proposta de criação da Sociedade de Reabilitação Urbana do Funchal, ideia que já havia apresentado em Julho de 2017, lembrando que há no país pelo menos “dois bons exemplos”: a “Porto Vivo” – Sociedade de Reabilitação Urbana e a “Lisboa Ocidental SRU”, na capital portuguesa.

“A medida é penalizadora”, reconhece o vereador do CDS. “Mas é também um incentivo para os proprietários que não querem reabilitar ou investir e procuram um mecanismo que lhes permita fazer alguma coisa. Aquilo que eu sugeri foi que se criasse uma Sociedade de Reabilitação Urbana, com capitais públicos, privados e verbas do IRU (Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana), para com esse instrumento acelerarmos a reabilitação.”

Rui Barreto diz que a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) do Funchal não resolveria apenas o problema da revitalização do tecido urbano, como ajudaria a Câmara a cumprir com a promessa que fez de implementação da chamada “Renda Acessível” para casais jovens, programa que tem registado fraca adesão. “A SRU deve ter o propósito de dialogar com os proprietários dos prédios e explicar-lhes que a reabilitação qualifica as edificações para múltiplos usos, sendo que uma parte dos edifícios recuperados deverá ser reservada para habitação jovem, com rendas acessíveis, através de um programa municipal”.

Com a criação da SRU do Funchal e do fundo para aquisição dos prédios abandonados, o vereador do CDS procura transformar a medida de penalização do IMI “numa oportunidade para que os proprietários dos prédios em ruínas se mexam mais”. Numa lógica que não é apenas penalizadora, mas que “dinamiza e impulsiona a reabilitação urbana, com investimento, com ganhos para a economia e a criação de emprego, a fixação de jovens casais na cidade”, refere Rui Barreto.