Câmara do Funchal unânime na regularização de “casas clandestinas”

rui barreto
Rui Barreto satisfeito com a aprovação da proposta do CDS na reunião de Câmara de hoje.

Foi hoje aprovada por unanimidade, na reunião da Câmara do Funchal, uma proposta da autoria do CDS que delibera “criar um Regulamento Municipal para a Reconversão Urbanística das Áreas de Génese Ilegal (AUGI)”.

O vereador Rui Barreto congratulou-se pela aprovação desta proposta e recordou que “este é um trabalho que tem sido levado a cabo pelo CDS, tanto no Parlamento Regional, como na Câmara Municipal do Funchal, e cujo objectivo primordial é facilitar a legalização das chamadas “casas clandestinas”. Recorde-se que, aquando da revisão do PDM, o CDS propôs que fosse introduzida  a norma que possibilita a legalização das referidas casas.

Depois de aprovada a proposta, diz uma nota do CDS, “compete à CMF fazer levantamento exaustivo das áreas urbanas de génese ilegal com vista à elaboração do Regulamento, que depois será submetido à aprovação da Assembleia Municipal”.

No regulamento que funciona como “ponto de partida” processual, o CDS refere que “as AUGI, tal como acontece em todo o restante território nacional, resultam de fenómenos de ocupação descontrolada, desordenada e à margem da lei, de um conjunto de construções urbanas, criadas na sua esmagadora maioria para fins habitacionais, ocupando essencialmente as periferias dos centros urbanos e as zonas altas dos municípios mais urbanizados da Madeira”.

Este fenómeno, aponta ainda a proposta de deliberação, agora aprovada, “é conhecido também por “construções clandestinas” ou de “origem ilegal”, surgindo associado a problemas relacionados com a titularidade da referida propriedade ou, em muitos casos, resultantes também de heranças indivisas e da migração da população das zonas rurais para os municípios do sul da Região à procura de melhores oportunidades de vida, fatores que explicam uma parte do fenómeno relacionado com a aquisição de prédios em locais cuja capacidade construtiva é mais comprometida e limitada e cujos preços de aquisição tornaram-se, por esta razão, convidativos, não existindo o cuidado por parte dos compradores de saber se as suas pretensões estão suportadas em planos urbanísticos e do ordenamento municipal”.

Considerando que existem no município do Funchal áreas e/ou manchas consideráveis de AUGI, “importa estimular e promover a sua legalização, dando assim a possibilidade de requalificar não só os espaços já urbanizados, mas também as habitações que se encontram implantadas nessas áreas”, sublinha ainda o documento.

 


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