“A culpa das concessões não é só da falta do POOC, é também da Câmara do Porto Santo”, diz Menezes de Oliveira

Menezes de Oliveira
Menezes de Oliveira responsabiliza a Câmara do Porto Santo pela “desordem” nas concessões e pela falta de animação num ano em que se assinala os 600 anos da Descoberta.

Menezes de Oliveira, vereador do PS na Câmara do Porto Santo, lamenta que a ilha, num ano em que assinala os 600 anos da Descoberta, “tenha um programa tão fraco de animação”, com particular incidência no mês de maior afluência de visitantes, agosto. As concessões na praia constituem outro dos problemas, com mediatização neste período em alta, mas um problema efetivo. Mas na perspetiva do vereador, “a responsabilidade não é só da falta do POOC, é da Câmara também”.

O socialista e ex-presidente da Autarquia não poupa o atual líder da Câmara Idalino Vasconcelos. Diz que “o mais alto representante do concelho é o presidente da Câmara e não pode vir agora com desculpas de mau pagador, porque o que se passa, na realidade, é que não tem unhas para esta viola. Nesta e outras matérias, a contestação tem sido uma constante”.

Nas concessões, também, faz questão de sublinhar. “Não consegue controlar a situação. O Município tem uma palavra a dizer neste assunto independentemente de haver ou não Plano de Ordenamento da Orla Costeira. A população do Porto Santo e a oposição esperavam mais do atual executivo. E repare que quando eu era presidente da Câmara, foram muitas as solicitações no sentido da concessão de espaços na praia. Sempre resistimos a isso e não me arrependi.”

Sobre o POOC, Menezes de Oliveira faz questão de recordar que se fala do Plano de Ordenamento da Orla Costeira há mais de vinte anos, ainda me lembro que era do tempo em que era estudante na Faculdade de Direito, em Lisboa. O Governo Regional prometeu tanto e  nada fez nesta matéria. Espero que no próximo ano, com Paulo Cafôfo no Governo, todas estas situações sejam desbloqueadas. Que se coloque um ponto final neste “patobravismo” na orla costeira”.

O vereador do PS diz que se Idalino e também José António Castro, dizem que fazemos uma oposição fraca, então a partir de hoje deixaremos de dar sugestões, com a experiência que temos. Passaremos a exigir responsabilidades. Fica muito bonito dizer, entre portas, que temos razão, mas depois vir para a opinião pública com intoxicações através de notícias que não servem a população. Somos uma oposição legitimamente eleita, não venham agora dizer que a culpa de tudo é do Partido Socialista, que é poder na República mas não é na Madeira, ainda, nem no Porto Santo”.

No tocante à componente da animação noturna, o vereador socialista considera que não pode a Câmara atirar responsabilidades para os empresários, dizendo que os mesmos apresentam tardiamente os pedidos de alteração de horários. A verdade é que não há uma planificação, o problema é esse.


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