Peregrinos no Monte, sem medo das árvores, fazem homenagem às vítimas e cumprem a devoção

FOTOS RUI MAROTE.

Com Rui Marote

A solenidade de hoje em honra de Nossa Senhora do Monte, na sua tradicional procissão, foi muito concorrida. Se, por um lado, o arraial contou com uma adesão fraquíssima da população, que grava ainda a tragédia dos 13 mortos do ano passado, hoje, a celebração litúrgica, seguida de procissão, registou uma grande adesão de crentes. Sinal de que a devoção se mantém acesa com o Bispo da Diocese a mostrar que a ida ao Monte é uma “peregrinação” de uma Igreja “sempre em saída”.

Compareceram ao monte as mais altas individualidades da terra, o presidente da Assembleia Legislativa, Tranquada Gomes, o presidente do GR, Miguel Albuquerque, o representante da República, Ireneu Barreto e demais individualidades para participarem também na celebração religiosa presidida pelo Bispo da Diocese do Funchal, D. António Carrilho.

As vítimas de 15 de agosto de 2017 foram homenageadas com coroas de flores, depositadas pelas altas entidades da terra que, num ato simbólico, mostraram solidariedade parta com as famílias enlutadas.

António Carrilho dez da esperança a palavra central da sua homilia. “ A nossa vinda ao Monte é uma peregrinação e é próprio de quem peregrina estar sempre em saída e disposto a acolher os acontecimentos, mesmo quando têm a marca de dor e de sofrimento como aquele que, no ano passado, neste dia de festa, fez 13 vítimas mortais e muitos feridos”.

A procissão com as centenas de peregrinos, com as suas velas em  honra de Nossa Senhora do Monte, foi muito participada pelo povo. As muitas promessas entregues à Virgem foram hoje cumpridas, com a cera materializada em braços, pernas, cabeças e outras formas humanas que expressam o sofrimento dos crentes e as preces feitas à Padroeira da Madeira.