
Governo Regional pretende passar à fase de instalação de uma unidade de piscicultura na frente mar da Ponta do Sol, uma realidade que colocou as chamadas “forças vivas” daquele concelho em alerta máximo, numa união de esforços no sentido de uma contestação, com veemência, relativamente à decisão governamental que, na opinião dos críticos, irá provocar danos de ordem ambiental.
Da fase em que se ouviram posições assumidas pela presidente da Câmara Municipal, Célia Pessegueiro, e pela vereadora do CDS/PP Sara Madalena, visando travar essa mesma instalação, passou-se rapidamente à mobilização de um movimento cívico, que teve como ponto de partida a criação de uma página na rede social Facebook, intitulada “Vigília do NOSSO MAR”, cujo propósito é despertar consciências, divulgar o que consideram ser um problema para a Ponta do Sol, do ponto de vista da sua frente mar. “Os turistas olham para a frente mar da Ponta do Sol e dizem que o mar é infinito, têm sentem isso e refletem essa imagem em palavras. Com aquela instalação, o mar deixa de ser infinito para quem está na Ponta do Sol”, desabafa Sérgio Teixeira, conhecedor do que pensam os turistas, trabalha na Estalagem da Ponta do Sol.
Assume-se como um dos promotores do movimento mas faz questão de dizer tratar-se de “um grupo apartidário, de pessoas da Ponta do Sol”. Não quer que entendam esta mobilização com qualquer ligação política, mas sim com o “único objetivo de abordar este atentado ambiental e paisagístico” para a Ponta do Sol.
Hoje, ao final da tarde, por volta das 19 horas, há uma vigília na zona próxima da praia, que se prolongará até às 22 horas. “Uma concentração pacífica, tendo apenas como objetivo chamar a atenção das pessoas e procurar sensibilizar as entidades oficiais para a importância de ser revista aquela situação”, reforça Sérgio Teixeira, que espera uma grande afluência de pessoas que “pretendam aderir a esta causa”, diz que fará circular “um abaixo assinado para enviar ao Governo e à Câmara”.
Nesta vigília, diz Sérgio Teixeira, “vamos chamar a atenção para a importância de repensar aquele projeto”. Defende que “o Governo deveria ouvir a população da Ponta do Sol, em geral. E é para isso que queremos sensibilizar o Governo, sempre numa perspetiva de diálogo e de entendimento para que os interesses do concelho estejam salvaguardados”
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