Turistas húngaros na Madeira, a “ilha do Imperador”

Hungria

Com Rui Marote

Não é um mercado conhecido como de grande implantação para a Madeira, mas faz parte de um nicho que começa a verificar-se nos meios turísticos da Região. Esta manhã, a objetiva do repórter fotográfico Rui Marote apanhou um grupo de turistas húngaros a caminho de um dos passeios marítimos proporcionados pelos catamarans disponíveis e que exploram este mercado.

Não é que a Hungria não tenha ligações históricas à Madeira, nada disso. Tem e relevantes, bastando para isso recordar o Imperador Carlos de Áustria, de 1916 a 1918, também Rei da Hungria e Croácia como Carlos IV e Rei da Boêmia como Carlos III. Morreu aos 34 anos da Madeira, onde foi enterrado, o seu túmulo encontra-se na Igreja do Monte. Foi beatificado pela Igreja Católica em 2004 quando o Papa João Paulo II declarou que a sua morte tinha ocorrido em santidade, reconhecendo o seu papel como pacificador da guerra.

Consultando a Wikipédia para recolha de elementos históricos que permitam, com maior exatidão, apontar algumas referências a este propósito, temos que após o seu exílio, em 1918, que teve influência na disnatia dos Habsburgos, tentou várias vezes resturar a monarquia na Hungria, mas numa segunda tentativa Carlos e Zita, que estava grávida, foram reclusos em quarentena na Abadia de Tihany. Em 1 de novembro de 1921, foram levados por militares para a cidade húngara de Baja, um porto no Danúbio, depois direcionados para o mar negro, pelo navio britânico HMS Glowworm (“Pirilampo”). Aí, foram transferidos para o cruzador ligeiro HMS Cardiff, que os levou ao seu exílio final, a Madeira, em 19 de novembro de 1921. Determinado a evitar uma terceira tentativa de restauração, o Conselho de Forças Aliadas tinha escolhido a ilha porque estava isolada no Atlântico e estava fortemente guarnecisa”.

Morreu na Madeira, com pneumonia, em 1922. Os restospermanecem na ilha, na Igreja do Monte, com permissão dos herdeiros.