Madeira precisa de mais liberdade e democracia, concluiu o PTP

O Conselho Regional do PTP, reuniu na manhã de sábado para avaliar a situação política regional e propôs-se, reza um comunicado, acabar com o ciclo de pobreza na Região.
“Não temos de estar resignados à miséria e às crises de subsistência que sempre assolaram a Madeira”, disse José Manuel Coelho.

O dirigente do PTP, referiu que “as soluções políticas escolhidos pelo nosso povo não resultaram, o PSD, optou por favoreceu aos longos dos últimos 40 anos determinados lobbies e com isso criaram uma grande mancha de pobreza, o mesmo em relação à Câmara Municipal do Funchal, liderada pelo PS, que gasta o dinheiro em publicidade para se promover e em festas não ajudando os que mais precisam. Só na cidade do Funchal existem 3100 famílias à espera de habitação social”.

José Manuel Coelho também criticou o poder judicial: “Não podemos aceitar forças colonialistas em que só permitam que os madeirenses vão votar de quatro em quatro anos e a seguir estejam de bico calado”, acusou, acrescentando que aos que não estiverem bem em silêncio é aplicado “o Código Penal fascista, do artigo 184.º ao 187.º” (matéria de difamação).
“Eu, como verdadeiro autonomista, democrata e revolucionário de Abril, não aceito tribunais fascistas, sucedâneos da PIDE, de sinistra memória”, referiu.

José Manuel Coelho criticou, também, o comportamento das polícias.

“Eles não têm só uma polícia. Têm a PSP, que em vez de combater o crime, combate é o desgraçado que vai trabalhar e multa o camionista que leva mais 50 kgs de terra ou de areia”, disse.

“A GNR o que é que faz? Anda atrás do agricultor ou do comerciante a apreender a comida ou a roupa. Mas há mais. Há a Autoridade Tributária. Às vezes o contabilista esqueceu-se de uma burocracia na papelada e eles arranjam logo: ‘olhe, tem 10 mil euros para pagar de multa. Se não pagar, penhoramos a conta bancária ou o carro…’. Depois há os agentes de execução, que são outra polícia. O senhor não pagou o telemóvel, a Tv cabo ou o condomínio, lá vai o agente de execução e retira-lhe o dinheiro da conta”, denunciou.

José Manuel Coelho disse ainda que “as polícias, comandadas pelo Terreiro do Paço, com comandantes da confiança de lá, tinham de estar subordinadas ao poder regional” e aos “autonomistas”.

Para José Manuel Coelho, actualmente as polícias e a autoridade tributária muitas vezes exercem um “poder colonial arrogante que prejudica o funcionamento da economia, criando mais desemprego”.


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