Projecto Mutrama promete insuflar nova vida no cancioneiro da Região

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, Paulo Cafôfo, apresentou hoje no Teatro Municipal o concerto de estreia do “Projecto Mutrama – música tradicional madeirense revisitada”. Presentes estiveram André Santos, director artístico, Rui Camacho e a cantora Maria João. O concerto realiza-se amanhã, dia 19, na sala de espectáculos do “Baltazar Dias”, assinalando também o lançamento do primeiro disco.

À margem da apresentação, o edil referiu que “nós temos uma cultura popular e tradicional com músicas muito interessantes, há aqui um trabalho extraordinário feito pelo Xarabanda, particularmente pelo Rui Camacho, que durante mais de 30 anos recolheu toda esta informação e conhecimento daqueles que são os nossos cantares tradicionais. O nosso dever é o de, neste mundo global, valorizar a nossa identidade cultural e saber qual é o nosso lugar na história”.

“Este espectáculo, que irá acontecer no Teatro Baltazar Dias, e a gravação deste disco contam ambos com apoio da Câmara em 15 mil euros, e com a interpretação de músicos e cantores nacionais, como é a Maria João e o Salvador Sobral. Isto significa que a nossa cultura além de ter qualidade, tem um potencial artístico de promoção da Região, enquanto identidade”, defendeu.

Cafôfo afirmou ainda que “de Janeiro a Julho tivemos 24 mil espectadores”. No ano passado, acrescentou, “tínhamos, por esta altura, 51% de média de assistência. Estamos agora a 59%, estamos acima da média daquelas que são as salas de espectáculo a nível nacional, com 130 espectáculos realizados nesta primeira metade do ano (…) O apoio público tem de ser uma alavanca de sustentabilidade em toda nossa cultura”.

O “Projecto Mutrama” reúne vários músicos convidados para reinterpretar 12 temas do cancioneiro tradicional da Ilha da Madeira. São 600 anos de história reflectidos num disco e num espectáculo inédito. A iniciativa é coordenada pela Associação Musical e Cultural Xarabanda, a partir das recolhas que realizaram nas décadas de 80 e 90, apoiado pela Câmara Municipal do Funchal e com produção da Associação Wamãe, Filipe Ferraz, e direcção artística de André Santos.