Terminal 2 em “aflição”

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O Terminal 2 está claramente desajustado ao volume de passageiros das operações para ali canalizadas.
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Milhares de pessoas concentram-se no terminal 2, com instalações falhas de capacidade de resposta.

Não tem a ver com a TAP, não tem a ver com cancelamentos, recorrentes, tão recorrentes quanto os pedidos de desculpa de uma transportadora que vem demonstrando, por “motivos operacionais” uma operacionalidade nunca vista, pelo menos desta forma desastrosa não. Desastrosa para a companhia, mas muito mais para a Madeira. Que a pintura de um avião não disfarça.

Não vamos abordar, neste apontamento, nada que tenha a ver com a TAP, uma companhia que o Estado quis privatizar, mas que ficou meio dentro meio fora, precisamente para poder assumir os louros quando tudo corre bem, mas dizer que a culpa é toda da companhia quando as coisas correm mal. Como é o caso presente, com sucessivos “murros na mesa”, mas sem resultados práticos que confirmem que vivemos com um Estado em quem não podemos confiar.

Não, neste caso não é da TAP que falamos. É da insustentável leveza de funcionamento do Terminal 2 do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. Uma autêntica irresponsabilidade que um dia alguém assumiu como funcional, mas que hoje apresenta um resultado catastrófico em muitos períodos dos dias, todos os dias. Um “desastre” a todos os níveis.

Os inúmeros passageiros que ali se acumulam diariamente, são confrontados com um espaço incomportável para a operação que é desenvolvida e que, desde o momento em foi decidido concentrar o tráfego low cost, veio aumentar de forma acelerada, ao ponto de provocar situações de passageiros sentados no chão, horas a fio, por falta de lugares sentados, entre voos atrasados e o tráfego calendarizado, mas comprovadamente elevado para aquele espaço.

Assistimos a queixas, muitas mesmo, de passageiros, com crianças, que por via do grande número de pessoas, não têm lugares sentados. Por via disso, os lugares disponíveis nos restaurantes estão sempre cheios, havendo também desabafos que vão no sentido de exigir correspondência entre as condições oferecidas e os preços praticados, iguais aos verificados no Terminal 1, claramente com um serviço mais adequado ao que podemos chamar de condições para uma operação destas.

O Terminal 2 é um terminal de sofrimento, um autêntico suplício para os passageiros, não só dos voos das companhias que operam para o Funchal, como por exemplo a easyjet, mas em voos desta mesma companhia e de outras, para vários destinos europeus. O Serviço, sendo “carimbado” de “low cost” e verificando um crescimento visível nos últimos anos, deveria, ainda assim, merecer uma outra atenção por parte das entidades responsáveis, por forma a que parte do Turismo, que também passa por ali, não saia do País com aquela impressão de caos.

Além disso, vários passageiros fizeram chegar o seu descontentamento pelas condições de higiene das casas de banho e a imundície que se regista, sendo fácil de perceber a dificuldade do pessoal de limpeza no exercício da sua atividade, em função dos níveis de utilização exigidos por um número de passageiros muito acima da capacidade dos espaços.