
O partido “Nós, Cidadãos!” alertou hoje para a situação de degradação em que se encontra o Largo do Pelourinho, no Funchal. “Ainda não se completaram 4 anos (31.10.2014) que Alberto João Jardim inaugurou – ou melhor, ‘reparou’ e renovou – a frente mar do Funchal, a Praça da Autonomia e a junção das fozes das ribeiras de Santa Luzia e de João Gomes (projectos desenvolvidos pela vice-presidência do Governo Regional), destruídas com o temporal de 20 de Fevereiro de 2010, obras orçamentadas no valor de cerca de 82 milhões de euros, que alumiavam a região e a cidade do Funchal para uma apalavrada “Madeira Nova”.
Mais: faz precisamente este mês de Junho, dois anos, que o actual e ainda presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, visitou e “inaugurou” as obras de requalificação do Largo do Pelourinho, de consolidação das ruínas do Forte de São Filipe, trabalhos que demoraram pouco mais de seis meses e tiveram um custo que rondou pouco mais de 260 mil euros. No entanto, passado apenas este reduzido (breve) tempo destas duas intervenções e inaugurações, o partido NÓS, Cidadãos!, constata, hoje, que a “Madeira Nova” modernizou-se somente por fora, de fachada e para as faustosas inaugurações, mas não se desenvolveu por dentro, isto é, esqueceu o essencial”, acusa o partido.
Para esta força política, “apostou-se no betão (que trouxe graúdos benefícios a uma clientela restrita) e esqueceu-se do resto, isto é, dos cidadãos e da vida dos espaços públicos, da sua manutenção e conservação e do futuro! É assim que presentemente se encontra (e ‘descobre’, quem nos visita diariamente) aquele espaço da cidade do Funchal que outrora teve vida, movimento, atracção turística e dinâmica comercial”, critica.
O partido questiona-se quem tem a responsabilidade de zelar por aquele espaço e pela segurança dos cidadãos. Na zona, critica, a erva cresce um pouco por todo o lado, abundam os pombos e os dejectos dos mesmos, as cantarias de pedra dos passeios estão arrancadas e os passadiços e degraus em madeira são um risco para a integridade física das pessoas.; quanto ao espaço arqueológico das ruínas do Forte de São Filipe, está no “grau zero” da sua potencial valorização, sentenciam.
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