“A Angústia do guarda-redes antes do penalty” ou quem joga à defesa e quem joga ao ataque!

Ilustração José Alves.

O campeonato do mundo começa hoje na Rússia mas, por cá, o verdadeiro campeonato (político) está marcado para 2019.

O escritor Peter Handke escreveu um livro denominado “A Angústia do Guarda-Redes Antes do Penalty” (e aqui Angústia tem um duplo sentido face ao nome da sede da presidência do Governo).

Nesse livro -transposto para filme por Wim Wenders- em que a angústia causada pelo penalty é uma metáfora da vida, Peter Handke fala-nos de um amigo guarda-redes que deambula num mundo que parece ter perdido todo o sentido.

Ora, o que parece ter perdido todo o sentido para uns faz todo o sentido para outros. Mesmo nesta metáfora da vida política onde uns acusam os outros de ter voltado ao registo do passado (betão e alcatrão) e outros acusam os outros de estar de cócoras perante Lisboa.

Entre rasteiras, foras-de-jogo, cartões amarelos e vermelhos, remates ao poste, auto-golos alguém há-de sobreviver. No tempo regulamentar, no prolongamento ou nos penaltys. Com substituições, contratações na época de inverno, limpezas de balneário, mudanças de jogadores ou de treinadores.

Quem é o árbitro? Mora em Belém e já deu provas de resistência. Nem que tenha de viabilizar uma “geringonça” regional. Não se sabe se à esquerda se à direita, se com um plantel de 24 jogadores (maioria absoluta) ou de 23 jogadores com suplentes… mas isso são contas de outro rosário.

Como diria um célebre jogador, “prognósticos só no fim do jogo!”.