Nós, Cidadãos! questiona situação actual do serviço público de psiquiatria na RAM

O partido Nós, Cidadãos! veio hoje questionar o Governo Regional sobre qual o futuro do Serviço Público de Psiquiatria da Região Autónoma da Madeira. Relembra, a propósito, o recente anúncio público, pelo presidente do GR, Miguel Albuquerque, de mais um apoio (comparticipação) de cerca de um milhão e setenta mil euros do erário público, para a edificação de um nova Unidade de Saúde Mental da Casa São João de Deus, e recorda ter considerado, à data, o dito governante, que este é um “investimento essencial na saúde pública da Madeira e na melhoria da saúde mental na Madeira”.

“Na mesma ocasião, a citada individualidade, referiu ainda que “temos que tirar todos os estigmas das questões relacionadas com as doenças mentais…”, e o Governo Regional vai “continuar a fazer um grande esforço” para acompanhar a reabilitação e a melhoria da operacionalidade e capacidade de resposta da instituição.

Ora, para o partido NÓS, Cidadãos!, se é verdade que na Região a instituição em causa desempenha um capital e relevante papel na área da Saúde Mental, dependências e reabilitação psicossocial, também é evidente que a posição e decisão do actual Governo Regional é de continuar a “confundir” o sistema com parcerias público-privadas, fazendo o Governo o investimento necessário, mas condescendendo a receita e o lucro ao sector privado, acusa.

“Mais uma vez, assistimos Nós, Cidadãos!, ao crescimento do sector privado, feito à custa de dinheiros, melhor, investimentos públicos. “Perante mais esta situação – que pode ser apenas o prenúncio de novos apoios a novos projectos que estão ainda no ‘recato’ de alguns gabinetes – e dispondo agora da prova que existe disponibilidade financeira governamental para investimentos (e apoios) na área da Saúde Mental, na Região, NóS, Cidadãos! perguntamos porque é que o mesmo investimento não foi materializado no Serviço Público de Psiquiatria da RAM?”, refere um comunicado de imprensa.

Estabelecendo uma comparação com o arquipélago vizinho, pergunta este partido o que não se poderia fazer se se tivesse na Madeira “um serviço público reestruturado e operacional como aquele que existe, por exemplo, nos Açores, com mais de 20 especialistas?”

“Com este tipo de contratos programa com os privados – e o tipo de serviços que prestam, que julgamos esteja sujeito a alguma qualquer espécie de auditoria para que possamos saber, por exemplo, se são cumpridos os números de consultas, os tempos de consulta, o tipo medicação dada aos utentes, o género de serviços prestado, etc…, situação que é única no país – que futuro está reservado ao Serviço Público de Psiquiatria da
RAM?”, questiona o partido, que gostaria de ver a criação de um Hospital de Dia, como aqueles que
existem em alguns distritos do continente nacional (por exemplo, em Braga, Leiria, etc.), para pessoas com doença mental que necessitam de acompanhamento diário em fase de recuperação de episódio agudo (que determinou internamento completo)”.