Juiz Filipe Câmara esclarece estudantes da Jaime Moniz: “Os meus comportamentos são crime?”

“Os meus comportamentos são crime?” Esta questão foi o tema de duas palestras sobre delitos perpetrados pelos jovens, em contexto escolar, nas relações com os seus pares, que hoje teve lugar na Escola Secundária Jaime Moniz, uma iniciativa do Grupo de Educação Especial da ESJM. 

O Juiz Filipe Câmara foi o orador das duas sessões (uma no turno da manhã e outra no turno da tarde). Participaram 6 turmas de 10º, 11º e 12º, inclusive uma turma da disciplina de Direito, e vários professores a título individual.

A sessão da manhã foi aberta pelo presidente do conselho executivo,  Jorge Moreira, e a da tarde pelo vice-presidente da ESJM, Miguel Nunes.

O preletor, juiz criminal do Tribunal Central do Funchal, recordou que os jovens praticam algumas ações, através dos seus telemóveis nas redes sociais, através de linguagem oral/escrita ou mesmo fisicamente sobre outros jovens, que podem configurar delitos passíveis de serem julgados por entidades oficiais judiciais. Por isso, é com alguma inquietação que se assiste ao facto de esses jovens serem protagonistas e objeto de alguns comportamentos, sem terem consciência da gravidade dos mesmos. Por outro lado, a realidade tem  revelado que estes comportamentos têm vindo a aumentar de número.  Neste sentido, a conferência teve como finalidade informar os alunos e ajudá-los na prevenção desses comportamentos.

Segundo uma das organizadoras do evento, Verónica Neves, as palestras tiveram momentos pertinentes, sob a forma de debate, onde os futuros cidadãos adultos puderam esclarecer as suas dúvidas e informar-se sobre a importância de estarem atentos e evitar determinados comportamentos, que se podem configurar numa moldura penal, com consequências nefastas para si mesmos e para os seus familiares.

A presença de um juiz na escola, com um discurso acessível, teve um impacto junto dos alunos, por estar investido de autoridade e credibilidade, pelo facto de ser alguém, que no âmbito da sua atividade profissional lida e julga as consequências destes comportamentos, partilhando exemplos concretos da sua experiência profissional.

Segundo Verónica Neves, “o sucesso da conferência e a pertinência dos assuntos abordados geraram a certeza de que haverá continuidade desta iniciativa no próximo ano letivo, através da organização de novos momentos de partilha com outros magistrados e inspetores da Polícia Judiciária”.