Árvore doente no Monte, já referenciada ao Tribunal, está mais inclinada e potencia o perigo

As imagens da tragédia de 15 de agosto ainda estão presentes na memória da população.

Uma das árvores identificadas como doentes no Largo da Fonte, e do conhecimento do Tribunal, regista neste momento uma maior inclinação e abriu fendas no tronco. Os habituais frequentadores do Largo notaram, já ontem, a inclinação e alertaram as entidades municipais. Esta tarde, pelas 16h00, estiveram no local elementos da Câmara Municipal do Funchal. Bombeiros e Proteção Civil.

No entanto, tudo ficou como está, segundo revelam ao FN os moradores. O próprio café da zona nem sequer foi interditado o acesso.

É de salientar que a árvore que, desde ontem, registou uma maior inclinação faz parte daquelas espécies (número sete) que integram a ação que entrou no Tribunal Administrativo do Funchal contra a CMF no sentido desta entidade intervir com urgência no local, em nome da segurança pública. Até ao presente momento, nada terá sido feito.

Recorde-se que, tal como o FN noticiou no início de março, António Mendonça e mulher recorreram ao Tribunal Administrativo do Funchal movendo uma ação contra o Município do Funchal para obrigá-lo, entre outras coisas, a intervir no Largo da Fonte. A ação deu entrada no dia 16.02.2018 e o Município já foi citado a 26.02.2018, tendo começado, nessa data, o prazo de 30 dias para a edilidade, querendo, contestar.

Os autores identificam diversas patologias em diversas árvores existentes no Largo da Fonte, sem excluir a possibilidade de haver outras árvores com problemas, na encosta sobranceira ao Largo da Fonte.

Por isso, pedem que o Município seja condenado a tomar todas as medidas necessárias e adequadas para que as árvores existentes no Largo da Fonte e na encosta sobranceira a leste deste, não constituam um foco de perigo real de queda. Solicitam que a autarquia faça uma monitorização adequada, eficaz e do conhecimento público das condições de implantação, de desenvolvimento e do estado fitossanitário daquele património arbóreo municipal. Mais pedem que se proceda ao abate de três plátanos (números 7, 9 e 17 identificados na ação), demonstradamente podres e em risco de queda iminente e a renovação dos mesmos.